Um jardim e uma só roseira.
Onde nasceu a minha flor preferida.
O ar suave desta noite. Sentindo o cheiro
da flor, juntando o manso rumo das folhas,
clamando pelo o sol da manhã pra que goteje o
orvalho da flor. Breve e afetuoso o vento ébria
o frescor. Mas a boca que beija, acende a fagulha
e a flor se abre em pétalas caídas de onde flora um
lindo botão, deixando pétalas vermelhas pelo o chão.
O corpo nu inerte como se fosse uma ave abatida.
Memórias como magia estampada em minha visão
por todos os dias da minha vida.
Enquanto tu choravas, as suas lágrimas molhavam
as nossas bocas, lágrimas salgadinhas, que é o sal do
tempero, um dente de alho, esfregado na borda da frigideira,
respinga da gordura quente provocando mais e mais a noite
inteira. Beijo intensamente a sua ferida e com a exima da minha
saliva extasia em prazer está dor!
Escrito por José da Silva, contos & versos;
Araruama; 24/06/2017.
José da Silva agradece pelas visitas. Desculpas pelos erros de português, estamos trabalhando para melhorar!
sábado, 24 de junho de 2017
Relatos que foram passados para mim
sobre um boêmio dos tempos do Império
Monárquico.
"Zé pretinho, venhas cá, moleque!"
Leva este bilhete para aquela donzela
que está sempre na janela daquela
casa amarela. Faça com que ela olhe pra você,
mostre para ela e deixe o bilhete no banco do
jardim. Isto não é de graça, toma pra ti uma pataca
e fecha a sua matraca!
No bilhete dizia: "Preste atenção, Luzia. Meu amor,
minha loirinha...hoje a noite no primeiro cantar do galo,
estarei a sua espera. No Largo da Lampa dozza, do lado
esquerdo do chafariz, contra o clarão do lampião de gaz.
Não tenhas receio, a está hora carruagem já não tem mais
e se tivesse, escutaria o estalar da tala do cocheiro e o bater
das patas dos animais.
Vamos fazer tudo o que possamos fazer hoje, por que talvez
amanhã não possamos fazer mais!
Assim foi tudo bem feito, lá na Largo da Lampa dozza, que hoje
se chama praça Tiradentes, onde foi enforcado o inconfidente,
Joaquim José da Silva Xavier!
sobre um boêmio dos tempos do Império
Monárquico.
"Zé pretinho, venhas cá, moleque!"
Leva este bilhete para aquela donzela
que está sempre na janela daquela
casa amarela. Faça com que ela olhe pra você,
mostre para ela e deixe o bilhete no banco do
jardim. Isto não é de graça, toma pra ti uma pataca
e fecha a sua matraca!
No bilhete dizia: "Preste atenção, Luzia. Meu amor,
minha loirinha...hoje a noite no primeiro cantar do galo,
estarei a sua espera. No Largo da Lampa dozza, do lado
esquerdo do chafariz, contra o clarão do lampião de gaz.
Não tenhas receio, a está hora carruagem já não tem mais
e se tivesse, escutaria o estalar da tala do cocheiro e o bater
das patas dos animais.
Vamos fazer tudo o que possamos fazer hoje, por que talvez
amanhã não possamos fazer mais!
Assim foi tudo bem feito, lá na Largo da Lampa dozza, que hoje
se chama praça Tiradentes, onde foi enforcado o inconfidente,
Joaquim José da Silva Xavier!
sexta-feira, 23 de junho de 2017
Sempre fui e sempre serei cafona.
Sobre o que a maioria das pessoas consideram ser modernidade.
Trato todas as pessoas com respeito. Senhor ou senhora!
Respeitos as crianças de hoje, que a maior parte são mal criadas.
Gosto de mandar flores para as amigas, senhoras ou senhoritas.
Respeito a todas, mesmo quando não sou respeitado.
Continuo a ser um cavaleiro das épocas do passado.
Jamais sairei em público com roupas rasgadas.
Jamais farei do meu corpo um muro velho todo pinchado.
Isto não quero dizer que na minha infância eu não andasse descalço,
remendado ou rasgado. Por necessidade e ainda era debochado.
Os ricos olhavam e dava risadas, hoje eu vejo tudo isto, só penso e
fico calado, recordando o passado. Dava gosto de ver uma mulher bem
vestida e um homem bem trajado!!!
Escrito por José da Silva, contos & versos;
Araruama; 23/06/2017..
Sobre o que a maioria das pessoas consideram ser modernidade.
Trato todas as pessoas com respeito. Senhor ou senhora!
Respeitos as crianças de hoje, que a maior parte são mal criadas.
Gosto de mandar flores para as amigas, senhoras ou senhoritas.
Respeito a todas, mesmo quando não sou respeitado.
Continuo a ser um cavaleiro das épocas do passado.
Jamais sairei em público com roupas rasgadas.
Jamais farei do meu corpo um muro velho todo pinchado.
Isto não quero dizer que na minha infância eu não andasse descalço,
remendado ou rasgado. Por necessidade e ainda era debochado.
Os ricos olhavam e dava risadas, hoje eu vejo tudo isto, só penso e
fico calado, recordando o passado. Dava gosto de ver uma mulher bem
vestida e um homem bem trajado!!!
Escrito por José da Silva, contos & versos;
Araruama; 23/06/2017..
quinta-feira, 22 de junho de 2017
Um grande amor.
O meu amor por você voou muito alto.
Ele é como a ave condor que é a maior
ave de rapina.
Vive nas terras andinas do Chile a Argentina,
voa pelas cordilheiras dos andes.
Assim é o meu amor por você, que vive nas alturas.
Todo este meu amor divino que sinto por você.
Que sabe se está águia voará até o pico da neblina...
voando de picos em picos e descansar no pico da
bandeira já em terras brasileiras.
Voando bem baixinho na esperança, de você erguer
a sua cabeça e veja em mim a ave mais bonita que você
já tenhas visto aqui na América Latina.
Ao voltar deste vou, quero conhecer todos os estados brasileiros
do Iapoque ao Xui, passando por Tocantins, só assim serei feliz!
Escrito por José da Silva, contos & versos;
Araruama; 22/06/2017.
O meu amor por você voou muito alto.
Ele é como a ave condor que é a maior
ave de rapina.
Vive nas terras andinas do Chile a Argentina,
voa pelas cordilheiras dos andes.
Assim é o meu amor por você, que vive nas alturas.
Todo este meu amor divino que sinto por você.
Que sabe se está águia voará até o pico da neblina...
voando de picos em picos e descansar no pico da
bandeira já em terras brasileiras.
Voando bem baixinho na esperança, de você erguer
a sua cabeça e veja em mim a ave mais bonita que você
já tenhas visto aqui na América Latina.
Ao voltar deste vou, quero conhecer todos os estados brasileiros
do Iapoque ao Xui, passando por Tocantins, só assim serei feliz!
Escrito por José da Silva, contos & versos;
Araruama; 22/06/2017.
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Um pouco da minha vida.
Desculpe-me estás mal traçadas linhas
escritas por mim.
Pois, não tive tempo para estudar e aprender.
É péssima a ortografia, mas os sentimentos
são verdadeiros.
Peço que procure entender os prefácios
das coisas que escrevo. Pois, não são coisas
de um grande impacto, mas são verdadeiras.
Já fui um vira mundo, conheci quase o Brasil inteiro.
Já amansei burros brabos e marcava a ferro quente os bezerros.
Já encanei muitas patas de animas e muitos partos em vacas, eu fiz.
Atrás das mulas da tropa enfrentava chuva, calor e o frio. Fui criado
nas estradas comendo feijão tropeiro.
Nunca tive medo de nada, sempre fui um homem destemido, nunca
deixei para trás ninguém, nem um inimigo.
Era admirado por todos, por que sabiam que poderiam contar comigo...
não importava o perigo, para defender um amigo.
Sou um homem educado. Sei entrar e sair, sei quando não estou sendo bem recebido
e devagar vou saindo.
Não tolero indiferença, mas não quero ser indiferente a ninguém. Sou de poucas palavras,
mas sempre gostei de ouvir mais, foi assim que aprendi o que sei. Escrevendo mal...mais o menos
sei ler. O que adianta ter diploma, ser formado e chegar a ser um político, como este que estão por aí vivendo em esgotos transmissores da febre bubônica, ratazanas sem vergonhas!!!!
Escrito por José da Silva, contos & versos;
Araruama; 21/06/2017.
Desculpe-me estás mal traçadas linhas
escritas por mim.
Pois, não tive tempo para estudar e aprender.
É péssima a ortografia, mas os sentimentos
são verdadeiros.
Peço que procure entender os prefácios
das coisas que escrevo. Pois, não são coisas
de um grande impacto, mas são verdadeiras.
Já fui um vira mundo, conheci quase o Brasil inteiro.
Já amansei burros brabos e marcava a ferro quente os bezerros.
Já encanei muitas patas de animas e muitos partos em vacas, eu fiz.
Atrás das mulas da tropa enfrentava chuva, calor e o frio. Fui criado
nas estradas comendo feijão tropeiro.
Nunca tive medo de nada, sempre fui um homem destemido, nunca
deixei para trás ninguém, nem um inimigo.
Era admirado por todos, por que sabiam que poderiam contar comigo...
não importava o perigo, para defender um amigo.
Sou um homem educado. Sei entrar e sair, sei quando não estou sendo bem recebido
e devagar vou saindo.
Não tolero indiferença, mas não quero ser indiferente a ninguém. Sou de poucas palavras,
mas sempre gostei de ouvir mais, foi assim que aprendi o que sei. Escrevendo mal...mais o menos
sei ler. O que adianta ter diploma, ser formado e chegar a ser um político, como este que estão por aí vivendo em esgotos transmissores da febre bubônica, ratazanas sem vergonhas!!!!
Escrito por José da Silva, contos & versos;
Araruama; 21/06/2017.
domingo, 18 de junho de 2017
O meu dia de hoje foi muito bom!
Hoje o rei dos astros amanheceu brilhante o céu
cor de anil. A lagoa de Araruama está em calmaria,
Pequenas ondas se desfaz na areia, só sinto a falta
daquela espuma branca que gosto de vê las se desmanchando
na arreia. Me traz a paz...
uma brisa fresca toca no meu rosto o silêncio e quase total.
Eu sentado debaixo de uma amendoeira, vejo vários barcos e
jetsky, bando de garças brancas acompanhando os barcos dos pescadores.
Várias cidades ao seus arredores. Cabo Frio é o seu final, mas daqui não dá para enxergar,
se perde no horizonte.
Ah, como eu gosto deste lugar! Para quem viveu vários anos no campo,
entre morros e sem vizinhos, aqui me encontro em um paraíso...nada mais preciso, se tenho
saúde e sou feliz. Adoro a quem me quer, mas nunca desprezo a quem um dia me quis. Se
ficamos foi por que fui e o fiz também feliz!!!
Escrito por José da Silva, contos & versos;
Araruama; 18/06/2017.
Hoje o rei dos astros amanheceu brilhante o céu
cor de anil. A lagoa de Araruama está em calmaria,
Pequenas ondas se desfaz na areia, só sinto a falta
daquela espuma branca que gosto de vê las se desmanchando
na arreia. Me traz a paz...
uma brisa fresca toca no meu rosto o silêncio e quase total.
Eu sentado debaixo de uma amendoeira, vejo vários barcos e
jetsky, bando de garças brancas acompanhando os barcos dos pescadores.
Várias cidades ao seus arredores. Cabo Frio é o seu final, mas daqui não dá para enxergar,
se perde no horizonte.
Ah, como eu gosto deste lugar! Para quem viveu vários anos no campo,
entre morros e sem vizinhos, aqui me encontro em um paraíso...nada mais preciso, se tenho
saúde e sou feliz. Adoro a quem me quer, mas nunca desprezo a quem um dia me quis. Se
ficamos foi por que fui e o fiz também feliz!!!
Escrito por José da Silva, contos & versos;
Araruama; 18/06/2017.
Tão longe, bem distante...ah, quem me dera poder voar.
Voaria até contra o vento, como um veleiro no mar!
Que pena não ter assas e não ter ventos nas velas e
não poder alcançar...estando a deriva os meus pensamentos
alcançam o ar. Deito na proa, embalado com as ondas do mar.
Contemplando as estrelas e a lua, durmo a noite inteira e ao
me despertar...uma grande surpresa, estou ancorado em um cais,
em um porto seguro, em uma cidade desconhecida, vou a sondá-la.
Sinto fome e sede. Procuro um bar, me farto com uma boa comida
e um bom vinho. Aparece uma linda florista e logo a convenço a ir
enfeitar o meu veleiro. Agora estou realizado, é só viajar por todos os
mares do mundo inteiro, sem sentir saudades e nem solidão!
Estou junto da minha linda flor, felicidade. A noite fui surpreendido
com o canto da sereia. Era a minha linda flor, cantando e compondo versos
e poesias.
Ponto final. Agora da vida eu só quero é ser feliz, alcançar velas e velejar
o mundo inteiro, amar sem sonhar!
Escrito por José da Silva, contos & versos;
Araruama; 18/06/2017.
Voaria até contra o vento, como um veleiro no mar!
Que pena não ter assas e não ter ventos nas velas e
não poder alcançar...estando a deriva os meus pensamentos
alcançam o ar. Deito na proa, embalado com as ondas do mar.
Contemplando as estrelas e a lua, durmo a noite inteira e ao
me despertar...uma grande surpresa, estou ancorado em um cais,
em um porto seguro, em uma cidade desconhecida, vou a sondá-la.
Sinto fome e sede. Procuro um bar, me farto com uma boa comida
e um bom vinho. Aparece uma linda florista e logo a convenço a ir
enfeitar o meu veleiro. Agora estou realizado, é só viajar por todos os
mares do mundo inteiro, sem sentir saudades e nem solidão!
Estou junto da minha linda flor, felicidade. A noite fui surpreendido
com o canto da sereia. Era a minha linda flor, cantando e compondo versos
e poesias.
Ponto final. Agora da vida eu só quero é ser feliz, alcançar velas e velejar
o mundo inteiro, amar sem sonhar!
Escrito por José da Silva, contos & versos;
Araruama; 18/06/2017.
Eu retifico
Palavras de Rui Barbosa,
o homem não se mede pela a sua altura e
nem pelo seu status social. Se mede da sobrancelhas para cima!
Eu diria que as pessoas não são medidas pela a sua altura e nem
pelo o seu status social, são medidas das sobrancelhas para cima.
Apenas estou incluindo a mulher!!!
Escrito por José da Silva, contos & versos;
Araruama; 18/06/3017.
Palavras de Rui Barbosa,
o homem não se mede pela a sua altura e
nem pelo seu status social. Se mede da sobrancelhas para cima!
Eu diria que as pessoas não são medidas pela a sua altura e nem
pelo o seu status social, são medidas das sobrancelhas para cima.
Apenas estou incluindo a mulher!!!
Escrito por José da Silva, contos & versos;
Araruama; 18/06/3017.
sábado, 17 de junho de 2017
Uma Deusa e um segredo.
Tu tens os cabelos acobreados como os raios
do sol poente,
o teu corpo é uma linda escultura da natureza,
em teus lábios vermelho há doçura do mel.
Mesmo estando tão longe, sinto o calor do teu corpo
e o sabor dos teus beijos.
Tu és para mim uma estrela de primeira grandeza assim
como o Sol é para a Lua. Que todas as noites o contemplo,
linda e radiosa no azul do céu salpicado de estrelas!
Em meus sonhos te vejo caindo em minha direção, como um cometa.
Mas antes que chegue a mim, tu se extingue, deixando um rastro de
estrelinhas, que também lentamente uma a uma vão se apagando...
Abro os meus olhos e sinto uma lágrima que rola pela a minha face,
molhando a minha boca e sinto o sabor dos teus beijos.
Sei que tu és intocável, mas nunca esquecerei de ti!
Temos um segredo...se alguém perguntar-me se vi tal estrela, eu direi se
tal estrela existe, eu não sei e nem vi!
Escrito por José da Silva contos & versos;
Araruama; 17/06/2017.
Tu tens os cabelos acobreados como os raios
do sol poente,
o teu corpo é uma linda escultura da natureza,
em teus lábios vermelho há doçura do mel.
Mesmo estando tão longe, sinto o calor do teu corpo
e o sabor dos teus beijos.
Tu és para mim uma estrela de primeira grandeza assim
como o Sol é para a Lua. Que todas as noites o contemplo,
linda e radiosa no azul do céu salpicado de estrelas!
Em meus sonhos te vejo caindo em minha direção, como um cometa.
Mas antes que chegue a mim, tu se extingue, deixando um rastro de
estrelinhas, que também lentamente uma a uma vão se apagando...
Abro os meus olhos e sinto uma lágrima que rola pela a minha face,
molhando a minha boca e sinto o sabor dos teus beijos.
Sei que tu és intocável, mas nunca esquecerei de ti!
Temos um segredo...se alguém perguntar-me se vi tal estrela, eu direi se
tal estrela existe, eu não sei e nem vi!
Escrito por José da Silva contos & versos;
Araruama; 17/06/2017.
O Brasil de antigamente, onde homens eram forjados.
Eu já fui ferido e marcado com ferro em brasas de
marcar gado e já marquei muitos também.
Já fui tropeiro de onze mulas cortando as estradas por este Brasil a fora,
muitos de hoje vão ler, mas poucos vão entender...só se tiver a minha idade
e não ter nascido nas cidades. Que no primeiro cantar do galo, já estava com as
mulas no terreiro todo molhado de orvalho...
Era onze mulas muito bem treinadas, na frente ia a mula da guia, no pescoço carregava,
um peitoral de sinetas e guizos que era uma música de aviso, para que outra tropa saísse
do caminho...
já fui carreiro com cinco juntas de bois, bem treinados, era a guia e contra a guia, torno e
contra torno, a ultima a do coice do cabeçalho...
trazia nas mãos a guida como ferrão bem afinado para ferrar o boi manhoso que não quisesse
andar, na frente ia o candieiro, ainda um menino, de pés descalços pisando nos benzinhos, e a
junta de boi da guia bufando na suas costas. Ele só tinha quatorze anos, mas era o orgulho da
nossa raça que só conhecia fumaça quando ia fazer as plantações, queimando a palhada, para fazer
a roça...
Isto tudo aconteceu até a poucos anos atrás. Pergunto, será que valeu a pena tanto sacrifício e sofrimentos? Para hoje ser governado, pelos os transmissores da peste bubônica, estes imundos
animais que rói e corrói e que tantos mal nos fazem!
Escrito por José da Silva, contos & versos;
Araruama; 17/06/2017.
Eu já fui ferido e marcado com ferro em brasas de
marcar gado e já marquei muitos também.
Já fui tropeiro de onze mulas cortando as estradas por este Brasil a fora,
muitos de hoje vão ler, mas poucos vão entender...só se tiver a minha idade
e não ter nascido nas cidades. Que no primeiro cantar do galo, já estava com as
mulas no terreiro todo molhado de orvalho...
Era onze mulas muito bem treinadas, na frente ia a mula da guia, no pescoço carregava,
um peitoral de sinetas e guizos que era uma música de aviso, para que outra tropa saísse
do caminho...
já fui carreiro com cinco juntas de bois, bem treinados, era a guia e contra a guia, torno e
contra torno, a ultima a do coice do cabeçalho...
trazia nas mãos a guida como ferrão bem afinado para ferrar o boi manhoso que não quisesse
andar, na frente ia o candieiro, ainda um menino, de pés descalços pisando nos benzinhos, e a
junta de boi da guia bufando na suas costas. Ele só tinha quatorze anos, mas era o orgulho da
nossa raça que só conhecia fumaça quando ia fazer as plantações, queimando a palhada, para fazer
a roça...
Isto tudo aconteceu até a poucos anos atrás. Pergunto, será que valeu a pena tanto sacrifício e sofrimentos? Para hoje ser governado, pelos os transmissores da peste bubônica, estes imundos
animais que rói e corrói e que tantos mal nos fazem!
Escrito por José da Silva, contos & versos;
Araruama; 17/06/2017.
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