Um poeta que perdeu a inspiração e revoltou-se com a vida.
Ele chegou a uma conclusão, que ninguém é dono de nada.
Nem da sua própria casa, ele compra e paga à vista e todos os anos paga I P T U. por toda a vida.
Se for só um terreno, paga o imposto territorial por toda a vida.
Até quando falecemos, tudo que você sacrificou por toda a vida, o governo leva à metade.
Se neste terreno você perfurar um poço artesiano, a rede de água coloca um edômetro.
Eu, quando falecer e houver a reencarnação, o meu desejo é ser encarnado em um cavalo, ou um jumento.
Quando eu estiver pastando e alguém me chicotear, levar mordidas e muitos coices, e vou relinchar.
Escrito por José da Silva Caburé
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