terça-feira, 22 de setembro de 2026

Poxa, emocionei-me ao ver um pintor desenhar tão perfeitamente que parece fotografias.

Fiquei triste por não conseguir fazer uma linha reta que não haja defeito.

Fiquei pensativo, me contestei. Será que sou burro? Por não saber desenhar uma simples linha reta sem curvas. Nova mente, pensei, pensei, cheguei a uma conclusão. Posso até não conseguir riscar uma simples linha reta que não haja curvas. Mas como pude viver noventa risosóis? Alegrei-me pensativo; aí admirei-me, poxa, se eu quase nem sei ler perfeitamente a linguagem portuguesa. Mesmo assim sou poeta.

Quando me convidaram para ser acadêmico, um dos meus interlocutores me perguntou: "Senhor José, quantos livros o senhor já leu? Eu o respondi, nem um senhor. E quantos o senhor já escreveu? Ele não me respondeu.

Pensei e falei. Para ser poeta, não é preciso saber ler nem escrever. A língua fala por mim; ela é a pena  recitando os versos com carinho. Não sou músico, mas sou o compositor.

Escrito por José da Silva Caburé: poesias,

 contos e versos

Araruama.