terça-feira, 10 de março de 2026

O campo era povoado, não percorria um quilômetro sem ter uma casa ou sem ouvir um galo cantando ou um cão latindo, a roça era totalmente povoada, aí veio um tal governo que estabeleceu uma lei: quem morasse nas terras dos outros não poderia ser mandado ir embora sem indenização. Ou ter o direito a um pedaço de terra e à casa onde morava. Assim, os fazendeiros deixaram de ter moradores em suas terras. Quando ele precisa, vai às cidades à procura deles, foi aí que o governo estragou a previdência social. Mesmo sem nunca ter pago a previdência, os trabalhadores se aposentam. Hoje o campo é totalmente vazio, sem vidas. Não mais escuta o galo cantar nem o cão ladrar, agora os comunistas estão até contra os industriais. Eles querem igualdade social, eles querem acabar com os ricos que dão emprego a eles, com as suas indústrias. Pergunto: se não tivéssemos as pessoas ricas, as quais são os empresários que dão os empregos para os pobres com as suas empresas, como seria a vida deles, os operários todos sem empregos, porque não gostam das pessoas ricas?

Francamente, fundi a minha cuca, como fundi querendo saber se o universo é infinito.
Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.
Araruama.
Os meus oitenta e nove anos vividos ouvindo bobagem das bocas de quem acha que sabe tudo.
Nasci no campo onde meu pai tinha um sítio de vinte e um hectares. Que somam duzentos e quarenta mil metros quadrados.
Porque cada hectare tem dez mil metros quadrados. Cada
Alqueire tem três hectares, que se somam a trinta mil metros quadrados.
Olha que, neste pequeno pedaço de terra, naquela época, papai tinha como terceiros duas famílias morando lá, onde cada uma família tinha o direito de um pedaço de terra ao redor da sua morada. Somando um hectare para ele plantar só para o sustento da família. Podendo criar porcos e galinhas e uma cabrita para dar leite para os meninos. Sempre tinha uma porca criadeira, nunca faltava gordura, carne, torresmo e linguiça na fumaça, sempre tinha um frango ou uma galinha para comer aos domingos. Também este chamado terceiro plantava e o que ele colhia era repartido, uma parte para o dono das terras e três partes para o terceiro. Quando o patrão precisava dos seus serviços, o salário diário da época somava-se ao custo de um quilo de tocinho ou carne.
Este, terceiro, só ia à rua, comprar o sal e os panos para as mulheres fazerem as as vestimentas. Que sempre de pano menos caro, mas resistente como o brim caque ou arranca toco. Este nome significa resistente. Até o sabão para tomar banho e lavar as roupas era feito pelas mulheres. Eu, quando ainda rapaz, o meu pai havia vendido as terras viemos morar na cidade. Nem era cidade, era um arraial, com poucas casas onde ele adquiriu uma tropa de mulas. Eu troperava com ele durante uns tempos nos fins de semana, eu ia à padaria e pegava com o dono da padaria uma cesta cheia de pães, saia de madrugada para vender os pães no campo, ainda era noite, ouvia um cão latir ou um galo cantar, eu seguia seu canto até chegar na casa e vendia ou trocava por milho, ou feijão, ovos ou um frango e dava de volta o valor do troco. Nesta época, o campo era povoado, não percorria um quilômetro sem ter uma casa ou sem ouvir um galo cantando ou um cão latindo, a roça era totalmente povoada, aí veio um tal governo que estabeleceu uma lei: quem morasse nas terras dos outros não poderia ser mandado ir embora sem indenização. Ou ter o direito a um pedaço de terra e à casa onde morava. Assim, os fazendeiros deixaram de ter moradores em suas terras. Quando ele precisa, vai às cidades à procura deles, foi aí que o governo estragou a previdência social. Mesmo sem nunca ter pago a previdência, os trabalhadores se aposentam. Hoje o campo é totalmente vazio, sem vidas. Não mais escuta o galo cantar nem o cão ladrar, agora os comunistas estão até contra os industriais. Eles querem igualdade social, eles querem acabar com os ricos que dão emprego a eles, com as suas indústrias. Pergunto: se não tivéssemos as pessoas ricas, as quais são os empresários que dão os empregos para os pobres com as suas empresas, como seria a vida deles, os operários todos sem empregos, porque não gostam das pessoas ricas?
Francamente, fundi a minha cuca, como fundi querendo saber se o universo é infinito.
Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.
Araruama.

 A vida, é o maior bem recebido dado por Deus.

A ele agradeço de mãos postas em meu peito.

Quando me lembro dele abraço uma árvore e reso uma prece,

Sabedor que ele esta em todos os lugares. O jardim é meu templo 

os santos são as alvores e as flores. O incesso, a fragrância do jasmim.

Pesso a Deus que abra a mente dos homens que estão no comando da terra,

Que o… A ame nunca queira destruí-la. Ela é o nosso jardim ofertada por Deus para os seus filhos.  

  Escrito por José da silva caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.



 Tem certas coisas que acontece na vida da gente que nunca se esquece.

A primeira aprendi a respeitar a água. A segunda nunca mais corro atrás de alguém acusado por outro como o tal seja um ladrão.

Isto aconteceu comigo, morador na época no bairro Jardim Botânico na orla da lagoa Rodrigo de Freitas na rua Maria Angélica Cidade Rio de Janeiro.   

Esta eu lavando meu carro quando uma vizinha gritou pega este ladrão que estava forçando a porta do meu carro, o acusado passando por mim correndo, eu fui atrás logo vei dois policiais que eram na época apelidados como Cosme e Damião.o acusado entrou na lagoa, os policiais mandou que eu entrasse na água logo cortei meus pés com cacos de vidro, voltei para casa para fazer curativo não demorou os policiais apareceram e me levaram para prestar testemunho ao delegado. Passado três dias o corpo do acusado apareceu, com ele foi encontrado uma marmita, uma colher e uma aliança. Concussão teve durante dois anos prestando esclarecimento as autoridades, e sendo o causador da morte de um inocente.

Sobre respeitar a água, eu quando ainda rapaz, acostumado a cortar ondas enormes e ficar boiando subindo e descendo sobre as ondas, um dia fiz o mesmo de sempre lá fiquei boiando de braços abertos, 

quando desejei voltar ver que os prédios da praia do Leblon estava muito distante logo notei que havia pegado uma correnteza. Tentei voltar, mas não consegui, só foi atinar quando acordei na areia cheio de gente olhando para mim. Alguém que não sei quem salvou a minha vida. Solicito a Deus por ele, que vivo ou falecido que dê a ele o merecido, pelo bem que ele fez salvado minha vida.