terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

A Minha alma, e o meu espírito, sente dó em deixar este corpo que sempre abitou, por um bom tempo.

Este corpo que era jovem, e formoso; tendo nós como inquilino, este nosso corpo sempre aos finais de semana, nus levava para passear, ele tinha o seu lugar preferido, que também nus dava gosto; por ele ser educado e cavalheiro, com as mulheres ele sempre bem-vestido, gostava de vestir calças brancas e sapatos da mesma cor, quando usava terno sempre era branco, tendo um cravo vermelho na lapela de seu paletó.   

Perfume importado, francês, pino silvestre. Sempre elegante e perfumado, sempre tendo, mulheres bonitas ao seu lado. Hoje o seu corpo já envelhecido, só nos continuamos novos como sempre fomo e sempre seremos. Mas nunca o abandonaremos, o seu corpo sempre será o nosso abitar. Só nós sabemos o porquê a sua tristeza, que será um segredo guardado por ele, e por nós, é um grande amor por uma linda mulher poetisa, este grande amor morrera com o seu corpo, o poeta não morre, só fica invisível, entre a sua alma e o seu espirito. Trocando, carinhos por amores, abraços por beijos, junto a alma, o espírito, em um só desejo. 

Escrito por mim, José da silva caburé, poesias, contos, & versos. Araruama: 27/02/2024.    


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

 Ouve-me a reza: que alguém rezou

.

Se o amor é pecado, Eu, pecador, me confesso,

de tudo que ainda penso, em meu olhar trasviado.

Se com isto estou perdendo A minha alma, trasviada, 

Minha alma não vale nada, eu peco e não me arrependo.

Deste ardor que me inflama Direi, para ser sincero, Que

Dele somente espero Amar-te mais do que te amo.

Se reso nas minhas preces só peço a Deus essa graça;

Que me conceda e me faça amar-te quanto mereces.   

Eu vivo, tão descuidado, De tudo mais desta vida, 

Que nem me ocorre querida, A ideia de ser amado.

Amor com o feitio desse Que a si, mesmo renuncia, 

Como te agradeceria O que eu por ti padecesse!

Deixa tu, pois, que se farte Meu olhar impenitente

todo embebido e contente Da só ventura de olhar-te.

Sem razão fora severa, Como a pobre de uma roseira,

Porque ela, queria ou não queria, dar rosas, senão é primavera.

 Deus, que nos pôs face, a face E deu-me os olhos que tenho,

Nisso mostrou certo empenho, em que eu te visse e te amasse.

Por força de lei divina e não, decreto, por gosto. Quando pouso,

em teu rosto, o meu olhar se ilumina. Perdoa a minha insistência.

Dos olhos que a ti levanto: olhar ti-ei é o supremo encanto.

De toda a minha existência. Olhar-te. Delicia Calma! Mar atranquilho!

 Sem escolhos! É o pecado dos meus olhos, E a salvação da minha alma.

Confesso-me, nada nego, Amo-te e nisto de amar-te só tenho de minha parte 

a culpa de não ser cego. É meu destino, que queres? Eu te amo, porque me encantas.

Tu a mais linda das santas, E a mais santas das mulheres.

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos & versos. 

sábado, 24 de fevereiro de 2024

 Deus me fez como se fosse um passarinho:

vivo solto, tenho o mundo inteiro para voar; 

não mando em miguem, não permito que mande em mim;

não nasci para ser preso em uma gaiola, ou coisa assim.

Às vezes sou um beija-flor, outras um bem ti vi, canto como

uma sábia, gorjeio como um canarinho. Faço parte da natureza, 

 nunca estou sozinho, os meus olhinhos, adora a lua e as estrelinhas, 

me emociono com tamanha beleza, retiro uma de minhas penas,

escrevo uma canção ou uma poesia; quem não gosta de tudo isto;

Tem uma vida vazia.

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos, & versos.

Araruama; 24/02/2024.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

 No final de uma fria madrugada, fui salvo por badaladas de um sino, que entoava e para o céu elevava, há ave-maria. 

A manhã estava fria, o céu nublado, na penumbra do amanhecer, vi, ao longe, um castelo tendo uma torre alta, fui caminhando até lá.

Na entrada tinha uma escadaria em mármore carrara, no final uma porta bem alta no centro embrema de uma cruz, onde se lê aqui é a morada de Jesus. Entrei olhando para o teto, onde se vê belas pinturas e lindos vitros coloridos. Senti um grande alívio, paz na alma e no espírito, por ver em um altar a imagem de Jesus. Logo ouvi uma vós suave, que falava: irmão, aqui é a casa de Jesus. Aqui poderás ser também o seu abrigo. Se você aceitar, ser o cuidador do templo e o tocador dos sinos. Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos & versos.

Araruama. 20/02/2024.

   

 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

 Quanto tempo durou este amor perdido:

Este encantamento, esta alvorada? Dias, ou meses?

Não sei querida, foi só um clarão que passou na minha vida;

durante a minha loucura, tresloucada.

Já não sei mais nada, no amor, venturas ou infelicidade.

Uma esperança dura uma vida inteira, mas o desengano; 


dura uma eternidade, no absorto elevo deste amor tão raro;

no êxtase dessa adoração radiosa, passava o tempo? 

Amigo, nisto nunca pus reparo. A madrugada era um botão de rosas; 

desabrochando em seu sorriso claro; sumindo no céu a estrela matutina;

anunciando o raiar da aurora. Foi tudo o que restou desta história.

 Escrito por José da silva caburé, poesias, contos, & versos.

Araruama: 15/02/2024.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

 Um amor que durou uma vida inteira:

Caminhando com nossas mãos entrelaçadas,

Pele seca enrugada, estrutura de aço, acabamento fraco;

Despedaçando, pouco, a pouco ficando oúco; vendo o pouco que restou;

  um coração recheado de amor, um cérebro em perfeito estado, assim caminho

entre a humanidade. A beleza e a mocidade, não dura uma vida inteira. 

A alma uma eternidade.

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos & versos.

Araruama; 13/02/2024.


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

 Coisas do passado, cheia de charme, cheiro de jasmim.

Os meus olhos não te vê, mas sei que você existe, só ti vejo em pensamentos;

de um desenho feito por mim, de uma linda mulher dos olhos tristonhos.

 O porquê ela é tão trite assim? Qual será a mágoa que em seu peito existe?

Em meu desenho, desenhei uma normalista, vestida de azul e braco;

palavras, e modas, que hoje já não existem; são coisas do passado que ficaram presas em mim.

Acredito na reencarnação, porque sou espírita.

A tristeza nos olhos dela é a mesma, que está presa em mim, com o coração amargurado, nesta tristeza sem fim. Será que ela ainda existe? Igual no desenho que eu fiz? 

Escrito por José de silva caburé. Poesias

, contos, & versos.

Araruama;07/02/2024.


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

 Um pouco de mim:

Sou um homem um pouco diferente; simples com um grão de areia;

Transparente como a brancura da espuma que se desmancha na areia.

Raros amigos os tenho, tal vês, nem um, por já não acreditar no espírito humano.

Já passaram na minha vida, muitas ilusões de amores fingidos, até princesa descartei;

porque não sou príncipe, e nunca pretendi ser rei. O meu espírito é de um passarinho;

preso a minha liberdade, com o tempo aprendi, desaparecer de lugares onde não era bem recebido.

Porem, não é magica, é ter bom senso, e amor-próprio.  

Sempre vivi, como uma ave de arribação, que não consegue ficar por muito tempo em um só lugar. 

Gosto de viajar, conhecer outros lugares, curtir a natureza a fruir, contemplar o céu estrelado, a luz do luar.

Vivo sempre na companhia da amiga solidão, este homem sou eu, José da silva; não tendo diploma literário, teórico; mas sendo doutor da faculdade universal, diplomado na prática.

Eu até acho graça, desta vida onde tudo passa.

A beleza e a juventude, são coisas passageiras, nesta vida tudo passa, como estou passando, carregando a minha bagagem, recheada de histórias escritas por mim, do princípio ao fim; a Montanha muito alta, muitos tombos levei, levantava e continuava a subir, foi muito ardo, mas consegui a plaina-la.

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos, & versos.

Araruama. 02/02/2024.