sexta-feira, 22 de novembro de 2024

 O poeta e a montanha:

Meu Deus, que belo monte, de ode posso ver o céu mais perto.

Nuvens brancas, o por do sol, parece que estou no topo do mundo, de onde vejo tudo que não via antes.

O mar azul, verdes campos, ficarei aqui neste entardecer ao anoitecer, ver a lua surgir, o céu estrelar.

Deitarei na relva para ver os cometas cruzarem o espaço sideral.

Abrirei meus braços, abraço o mundo, do nascer ao pôr do sol. Ver de novo o sol nascer a cada dia.

Às noites, a lua e as estrelas, este será um bom lugar para rezar e meditar, inspirar, sentir o assobio, frescor do vento, que se torna uma suave brisa como uma pluma.

A minha alma, em calmaria, aos pés deste monte, ajoelho e rezo uma prece, em agradecimento por este

belo momento em que permaneci mais perto de Deus.

Adeus, meu recanto querido, aos pés desta montanha, adeus por mim e por ela que sempre me acompanha.

As noites de lua cheia, belíssimos rios, matas, cachoeiras e cascatas, o canto do rouxinol, a doçura do pôr do sol. 

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos & versos.