terça-feira, 30 de dezembro de 2025

 A luz que brilha em mim é a mesma que ilumina este vasto planeta Terra.

Alua  as estrelas. Grão de areia, levado pelo vento, sem saber onde  vou.

Às vezes, passando pertinho do céu, me dá vontade de falar com Deus.

Mas não posso, sou prisioneiro do vento, ou mesmo de uma simples brisa.

Ninguém sabe o que sinto, ser pequenino. Só Deus sabe que existo.

Porque foi ele quem me fez assim. Tenho que conformar-me com a sua vontade.

Reconheço, se ele me fez. Mesmo pequenino, porque sem eu a terra não seria completa.

Faltava-me um simples grão de areia perdido onde ninguém consegue encontrá-lo

Escrito por José da Silva Caburé

, poesias, contos e versos.

Araruama.

sábado, 27 de dezembro de 2025

 A cada ano que passa, mais um castigo para pagar meus pecados.

Cometidos durante minha vida.

Neste ano não foi diferente, recebi meu presente.

Desejo a mim um feliz ano novo, esperando ansiosamente este novo presente. 

Esperançoso que não seja a suprema morte. Prefiro viver despenado ,vivenciando.

Toda beleza do mundo.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos

 e versos.

Araruama.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

 As melhores coisas da vida:

É ter saúde e um trabalho para o sustento da família.

A simplicidade é uma estrada florida ladeada por jasmim.

Com suas flores azuis e brancas exalam um suave perfume.

O melhor que a natureza criou, só quem tem bom gosto dá o merecido valor.

Esta bela flor do campo com a qual minhas narinas acostumaram com sua fragrância.


 Que exalam de suas flores azuis e brancas. Um casal perfeito como azul celeste.

E as nuvens brancas, levadas lentamente pelo vento, enfeitam o céu percorrendo o caminho de São Tiago.

Ladeado por jasmim.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

 Às vezes, ultrapasso os espaços que só existem em minha mente.

Mesmo sabendo que nem tudo que reluz é ouro.

Mas a mim, não importa, se sei que um diamante também reluz, e tem mais valor que o ouro.

Quando te olho, vejo em ti uma joia de grande valor.  Cor morena, corpo pequeno, pernas longas como de uma saracura. Deus criou uma bela escultura. Vejo-me em ti, saboreando um sorvete de casquinha, sabor da fruta sapoti. Só um amante experiente sabe dar valor a uma verdadeira mulher. 

Meu Deus, são três horas da madrugada do dia onze de dezembro. Eu, dia quinze do mesmo mês, irei completar  oitenta e nove anos e ainda penso nestas coisas. O amor é a vida. Deixa-me sonhar.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.



terça-feira, 9 de dezembro de 2025

 Me considero um observador e pensador.

Desde meus cinco anos, acompanhava meu pai.

Por onde ele ia, eu estava atrás.

Prestando atenção em tudo que ele fazia. Eu sempre grudei nele.

 Ficava observando-o fazendo tumbas para plantar batatas-doces.

E covas para plantar cana para fazer açúcar, milho e feijão.

Passava o tempo, eu ficava  tomando conta, observando quando brotavam até quando floriam.

E papai fazia a colheita. Sempre observando tudo,  quando ele e mamãe faziam os queijos.

Quando papai matava um porco, eu sempre prestava atenção em tudo. Como eram feitas as linguiças, os chouriços, as morcelas. No final, eu já era um rapaz e fui servir a minha pátria.

Foi a melhor fase da minha vida, onde aprendi muitas coisas que não sabia. Embora muitas delas já tivessem sido aprendidas junto ao meu pai. Mas neste fui forjado com os minerais ferroso e manganês, com os quais me transformei em aço. Como todo bom soldado, fazem sobrevivência na selva. Sabendo do que pode se alimentar, como conseguir água de um cipó, como conseguir abaixar a febre malária  usando a casca do quinino ou as raízes da poalha. Pegar peixes usando o cipó timbó, deixando os peixes anestesiados momentaneamente. Fazer sua dormida na catána de uma grande árvore. Catanas são grandes raízes que crescem dando sustentação a uma grande árvore. Quem abriga-se sob elas está livre dos animais felinos. Querendo mais proteção durante as noites, acenda uma fogueira à frente e pode dormir tranquilo. Após tudo isto, fui ser um vira-mundo, querendo aprender um pouco mais com os professores da vida. Mesmo daqui a a seis dias, irei completar oitenta e três anos de vida bem vivida. Mas tenho a consciência de que não sei quase nada. Se eu falecer hoje, todo o meu saber não passa de uma gota de todos os oceanos. Obs. Quem vos escreve só cursou o terceiro ano primário. Mas me conformo  com o que sei, nem todos na vida podem ser doutores. Mesmo quem for precisa de um bom tempo aprendendo na prática, porque o que ele aprendeu é só teoria, é na prática que surgem os melhores doutores, mesmo assim, um engenheiro precisa de um mestre de obras, como um comandante de um navio precisa de um prático para atracar  o seu navio e desatracar para que ele possa seguir viagem.      Não posso escrever mais porque o Instagram não permite postagens muito longas. 

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

 Amor, esqueceste de mim?

Porque me fez chorar, me deixaste sozinho.

Já estava acostumado com os seus carinhos.

Estradas, poeira, roda moinho, brinquedo dos sassis.

Cigarras cantando, anunciando o verão, como as revoadas das andorinhas.

Vá, saudades, nas asas de um beija-flor. Leva notícias minhas para o meu amor.

Carimbamba no caminho, anunciando: amanhã eu vou.

No clarão do luar, as estrelas cintilham. Choro a saudade de ti. Amor, não vá embora.

A natureza chora, um olho d'água rola.

Escrito

 por José da Silva Caburé. Poesias, contos e versos.

 A melhor coisa  que aconteceu na minha existência foi ter a vida.

E os cinco sentidos.

Sou filho dos quatro elementos. A vida me forjou com o minério de ferro e manganês em uma temperatura brutal, a qual me transformou em aço.

Em uma bigorna, fui marchetado  por um  excelente marcheteiro. Que incastou-me em ouro e prata. 

Mas tenho motivo para compreender que nada é eterno, eu com toda esta estrutura que não se enferruja,

Mas pode derreter voltando ao seu estágio natural.

Assim está acontecendo comigo, estou sangrando pingo a pingo, já me sinto arquejando, apesar de ter sido forjado no mesmo fogo que está derretendo a minha rígida estrutura.

Até parece que fui construído sobre areia solta do deserto. Sou sabedor que nada é eterno, só Deus.

Eu só serei cinzas que o vento levou.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos  e versos.

Araruama.


terça-feira, 28 de outubro de 2025

Se o ser humano tivesse humildade e consciência de que ele é o mais imundo que existe sobre a terra.

Ele seria um ser bem melhor. Em certos momentos, ele sentiria nojo de si mesmo. Sobre o que carrega dentro de suas entranhas. Se não tivesse um aparelho digestivo para conter o mau odor que exala de dentro de suas entranhas. Ninguém suportaria estar dentro de um teatro ou de um cinema, ou em qualquer reunião de portas fechadas. Mesmo ele sendo esse ser imundo e mal-cheiroso. Uma boa parte é arrogante e preconceituosa. Esse ser desprezível que faz tanto mal ao seu próprio habitat, toda sujeira que sai dele poluindo a água, a qual é a fonte da vida porque fomos gerados dentro dela. Eu às vezes me defino sobre Deus por dar ao homem o poder sobre todos os seres viventes sobre a terra. Mas compreendi que ele estava certo, mais cedo ou tarde o próprio homem vai ser o causador da destruição da humanidade. A terra ficará ferida, mas não de morte, porque o que Deus fez, o homem nunca conseguirá destruir.

Escrito por José da Silva Caburé. Poesias, contos e versos.

Araruama, 28/

10/2025.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Quem foi o cabra da peste que furou os olhos do merro cantador?

Canta, pássaro preto, quero ouvir o seu canto. Sei que não pode enxergar.

Furaram seus olhos, só para cantar melhor. O seu canto é de tristeza.

Quem ouvir chora de dó.

Negro, seu patrão mandou plantar. Planta, planta. Finca, finca, que eu arranco.

Seu cabra da peste. Comedor de arribaçã. Até a Aza Branca foi embora.

Escrito por José da Silva Caburé

, poesias, contos e versos.

Araruama.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Após um beijo seu, me elevou ao céu.

Vi a lua e as estrelas, deitei-me em uma nuvem branca e adormeci.

Quando acordei, olhei de um lado e do outro, para ver se você estava ou foi só um sonho.

Só que não notei que estava deitado em seu colo. Afagando meus cabelos. Isto só pode ser a força do amor. Em fazer nossa alma viajar no tempo, enquanto nosso corpo fica inerte até que ela volte. Isto acontece com os poetas e poetisas, que amam a natureza, acreditando que Deus está em todos os lugares.

Nos rios, nas matas, nos campos e nos mares. Deus é a própria natureza viva, que gera as vidas.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araru

ama.

Um homem que se ajoelha perante outro homem, ele só será a metade de um homem.

Sou de estatura pequena, se eu me ajoelhar perante um homem grande, eu não serei nada.

Só recuperando minha estima, após pegar meu revolver e deixá-lo deitado no chão, não de joelho.

Assim diz o antigo ditado. A árvore, quanto maior, o tombo será melhor.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.


sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Um espírito e uma alma conformados:

Te esperarei por toda a minha vida, se não for possível, não será o fim, te esperarei na eternidade.

O destino de outro chegou primeiro, por isso vivemos separados. Até quando? Não sei. A solitude não significa ser solitário. É só um modo de viver conformado. Assim penso, é melhor viver só do que viver mal acompanhado. Neste nosso caso, só mudarei este meu modo de viver, só tendo você ao meu lado.

O amor é um sentimento da alma, quando acontece, ela se enriquece com ouro e prata, para edificar sua

Provisória morada que cedo ou tarde ela se evapora. Só ela se eleva para a eternidade, ficando à espera de outra futura morada. A alma não é inquilina, é a proprietária. Às vezes, de um castelo, em outra ocasião pode ser em uma favela, em um barracão sem portas e sem janelas. Mas ninguém quer perecer, nem viver na solidão.

Escrito por José da Silva Caburé. Poesias, contos e versos.

Araruama.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

De tanto te amar:

Pelas minhas circunstâncias, o meu amor se acabou em sonhos, e nada mais.

De tanto te amar, fiquei caminhando sempre na estrada da ilusão

Já velho, cansado, sentei em um banco sob a sombra de uma framboesa

Senti sono, deitei e dormi. Quando acordei, já era o sol matinal.

Levantei, segui meu destino, pensando em você, cheio de ilusões, sentindo-a de mãos dadas ao meu lado.

Mas sabendo que só eram imaginações, logo senti meu corpo esmorecer, minhas pernas perderam a força.

Caí de joelhos, fui arrastando até um sombreado, ali adormeci, não sabendo quanto tempo ali fiquei.

Só sei que, ao acordar, dei um pulo, gritando, me sentia forte, mas com muita sede e fome. No lugar em que fiquei deitado, a grama havia morrido, logo comecei a sentir umas coisas andando em minha costa

Passei as mãos na minha costa, de um lado e do outro, caíam bichos, fiquei apavorado. Como havia um córrego perto, fui correndo, quebrei uma galha na beira do córrego e comecei a esfregar. Não satisfeito, deitei na areia e comecei a rolar até que parou de incomodar. Voltei para a água, ficando um bom tempo até ter confiança de que estava limpo e sem aqueles bichos a me incomodar. Voltei para o lugar de onde fiquei, retirei da maleta o último par de roupa, joguei a outra no córrego, resolvi voltar e não concluir o resto da viagem. Mas logo senti sono, adormeci e sonhei com meu espírito me aconselhando. Meu querido velho corpo, este meu corpo já envelhecido, deve viver o resto de sua vida só em sonhos. Enquanto deixei você adormecido, fui falar com ela que você também a ama. Mas com os oitenta e oito anos, só poderá viver e sonhar lindos sonhos, assim como os teus sonhos. Que sabe, preciosa poetisa e minha amada professora, os nossos espíritos são eternos, um dia nos encontraremos, mesmo que seja no espaço sideral. Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos. Araruama.

sábado, 20 de setembro de 2025

 Minhas singelas lembranças do passado, lá na roça, rezavam ladainha nas casas dos vizinhos.

Existia ladainha nas casas dos vizinhos. Cantavam louvando a Deus e à virgem Maria, e seu filho Jesus de Nazaré.

Abra as portas, irmãos, que lá vem Jesus, ele vem cansado com o peso da cruz.

Vem de portas em portas, de ruas em ruas, para salvar as almas, sem culpa nem uma.

Ave Maria,

Levantam-se as três Marias, Madalena e suas irmãs, rezando a Ave Maria.

Os anjos, todos os anjos, louvemos a Deus para sempre, amem. 

Lembranças de um menino de cinco anos de vida, que se chama José da Silva Caburé.

Nascido no município de Raul Soares, no corego dos Pinheiros.


quarta-feira, 17 de setembro de 2025

 O meu país é um imenso continente, detendo uma imensa floresta e um grandioso pantanal, e um belo cerrado. O Brasil tem o Atlântico como seu divisor, poucos países por terra, mas ele é o maior da América Latina. Criticado por muitos, alguns da Europa, no século passado, já invadiram este grandioso país. Subtraído dele. Ouro e pedras preciosas, até extinguiram o pau Brasil. Hoje falam mal dele.

Acusando de queimar a Amazônia, ateando fogo nela, esquecem-se de que há poucos anos os Estados Unidos tiveram um grande incêndio que destruiu fazendas, matando os animais. Nas estradas, veículos queimaram, ceifando centenas de vidas. Casas pegaram fogo, Leonardo de Caprio não falou nada, já na Amazônia, ele e a querida senhorita velejadora sempre a criticar a Amazônia. Até girafa, eles falaram que muitas faleceram, muitas queimadas. Lá eles dizem ser fogo acidental, coisas da natureza.

São pessoas criadas nas cidades, não sabem nada do campo. Posso falar porque nasci no, campo e sou proprietário de um pedacinho de terra onde crio vacas, porcos e galinhas, sei plantar e colher, sei quando vai chover, sei os més de plantar e colher, conheço se a terra é fértil, boa para plantar milho arros ou feijão, se a terra não for boa, mas nela a mandioca se ade pitou. A cana-de-açúcar só é boa em terra elevada, fora da umidade, para dar uma boa sacarose. Para produzir rapaduras, assucara mascavo ou aguardente. 

Vamos falar do fogo e dos seus perigos e benefícios. Primeiro para fazer uma queimada com segurança.

É preciso fazer um bom aceiro e atear o fogo de cima para baixo, tendo uma pessoa de cada lado acompanhando e ateando o fogo de cima para baixo, assim o fogo quima controlado usando três pessoas.

Na maioria as queimadas são benéficas, porque da queima das relvas sobram as cinzas, que aós as chuvas são benéficas para as plantas porque a cinza após a chuva se transformam em salitre, as quais são um ótimo adubo par a terra e assim após as chuvas as relvas ou as plantações nascem verdejantes e saudáveis,    (Cada macaco em sua galha) Senhor Leonardo de caprio, eu sou o José caburé.

terça-feira, 9 de setembro de 2025

 O poder após o poder de Deus:

Sei que sou um homem, mas nada do que é humano me é indiferente ou estranho.

Entre a cruz e a espada, está a morte, com sede do sangue humano, de um corpo profano.

Sobre o poder de um tirano, que sente prazeres em ver o seu argos sofrer sob o seu poder.

Só se satisfaz quando ele perecer. 

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.


quarta-feira, 3 de setembro de 2025

 Hoje em dia, vivo só de recordações, refaço tudo de bom que já tinha feito.

Se em algum caso errei, procuro refaze-lo para ser perfeito, dos mais perfeitos dos que já tinha feito.

Dizem que errar é propício aos humanos, mas para mim é burrice continuar errando. Eu sempre observei,

as coisas do mundo, nada são iguais, não existe nem uma pedra que seja igual à outra, até um grão de areia, nem um são iguais, até os animais ou nos humanos, nem um são iguais. Cheguei a uma conclusão.

Que só Deus é perfeito, porque só existe um só Deus.  

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.


domingo, 31 de agosto de 2025

 Hoje acordei sentindo diferente, uma alegria, uma coisa boa, que nunca havia sentido.

Mesmo não tendo uma boa voz, deu vontade de cantar. Levantei, escovei meus dentes, lavei meu rosto, penteei meus cabelos, tomei café e fui para os fundos da minha casa, onde é uma chácara, sentei no meu velho banco e comecei a pensar. Olhando para a parreira de maracujá, vi um beija-flor a plainar. Levei algum tempo admirando o seu voar. Logo apareceu um bem-te-vi, a me acusar.  No saputizeiro, um João de barro, construindo sua casinha. Eu observava, retirando fibras da bananeira, levando para a beira do riacho, misturando as fibras no barro para dar sustentação à sua casa. Notei que tinha várias casinhas, cada uma com a porta virada, umas para o norte, outras para o sul, e assim se sucedia mês a mês. Papai já tinha me falado que eles sabem a direção do vento de cada ano, e fazem as casas contra o vento, para evitar chuva e os pedradores.  Logo posou no meu peito um grande grilo verde e começou a cricrilar, levantei minha mão com a intenção de matá-lo. Mas logo senti dó em matá-lo, pois tanto como ela estávamos felizes, por isto que ele estava cantando, mesmo que o seu cantar fosse como o meu, cricrilando.

Pensei, tudo que tem vida merece viver, porque a vida é um bem-dado por Deus.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos E versos.

Araruama.


segunda-feira, 4 de agosto de 2025

 É gratificante quando você vem na minha casa me visitar.

É pura alegria, até a cadelinha fica agitada, choramingando.

  Ela sente seu cheiro bem antes de você chegar.

A casa fica completa, até parece dia de festa.

O ambiente resplandece, como luz solar.

Mesmo que não corresses em nossas veias o mesmo sangue,

O meu amor por você seria o mesmo que sempre senti.

Solicito a Deus que lhe dê uma vida longa, mais que vivi.

Tendo saúde, uma mulher que te ame, que lhe dê amor e felicidade.

Se estes meus desejos forem realizados, 

valeu a pena ter conhecido Iracema, sua mãe.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos

 e versos.


terça-feira, 29 de julho de 2025

 Sempre pensei assim: para resolver meus problemas, não é necessário ser engenheiro.

Para chegar em qualquer lugar, não existem só um caminho.

Se não tiver, faça outro, mesmo que demore, mas você vencerá, aplainando montanhas.

Transpondo pântanos, lagos e rios. Assim se porta um homem que tem dentro de seu peito, um coração humano, um espírito forte, guerreiro.

Escrito por José da Silva Caburé. Poesias, contos e versos.


Araruama.

segunda-feira, 21 de julho de 2025


 Sou um peão boiadeiro, que não conhece o cheiro da poeira do chão.

Tenho um lindo cavalo lazão, muito bem arriado, com uma cela de vaqueta de um novilho bem-criado.

 Que foi chifrado por um touro, o qual foi seu pai. Uma rédea encastoada de prata bem marchetada.

Um laço de sete palmos, pendurado do lado direito, uma tala de lapa larga só para enfeite, nunca foi usada nele. Tem as quatro patas bem ferradas com quatro ferraduras, com sete cravos em cada uma, para tirar fogo nas calçadas das ruas, deixando as moças malucas por esta minha boa estatura. Comandado pelo meu patrão, peão boiadeiro, já carregou em minha garupa, moças donzelas, mulheres casadas, solteiras ou viúvas. Já amansou muitos burros bravos, em suas narinas nunca sentiu o cheiro da poeira do chão, hei, você aí, moça bonita, monte aqui em minha garupa, vou te levar a passear pelos campos floridos, mares, lagos e rios. Só não carrego mulheres casadas por medo de seus maridos. Dos homens, quero distância, só nas mulheres confio, são criaturas belas, incumbidas por Deus, para povoar a terra, sem elas a terra seria um vasto deserto sem vida.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos. Araruama.

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sábado, 19 de julho de 2025

 Um banco coberto de flores do framboeseiro:

Enquanto te beijava, as flores do framboeseiro caiam sobre seus cabelos, umedecidos pelo sereno da manhã. Raios coloridos, do sol surgindo entre as galhas e as flores do framboeseiro.

Estávamos esquecidos do tempo de ontem à tardinha e hoje de manhã. Amor, hoje o dia está lindo, vamos indo? Sim, amor, já estamos cansados de estarmos sentados neste banco frio, mas foi boa a noite de ontem para hoje.  Mas lá em casa vai ser melhor. A melhor coisa da vida é deitar, amar, dormir e sonhar, tendo saúde, amor e paz.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama. 19/07/2025

domingo, 6 de julho de 2025

 O dia está lindo, desde o arvorecer.

É primavera, os campos floridos, reina a paz no meu espírito.

Já entardece, o sol já está indo dar a volta na terra.

Eu só queria, um dia sem o sol, uma noite sem a lua e as estrelas.

Só para olhar dentro dos seus olhos, para ver toda a clareza das minhas incertezas.

Coma assim? Segredo, só um pode saber, se for revelado, se torna refém. 

Se for uma mulher, ela fará com você o que ela quiser.


Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.06/07/2025. 

quarta-feira, 2 de julho de 2025

 As crianças veem tudo grande, além da realidade.

Os seus olhinhos parecem ter lentes que amplificam.

Nasci em uma grande casa, nos fundos passava um córrego.

Para alimentar o moinho e o monjolo.

Na frente da casa passava um rio profundo, onde meu pai. 

Todo ano colocava guaxima para amolecer para retirar as suas fibras. 

Para ser vendida para confeccionar cordas e fios. 

As terras onde nasci eram do meu pai, media vinte e um alqueires.

Tinha uma grande mata, ao lado de uma grande pedreira.



Nas terras tinha dois grandes baixadões, onde faziam as plantações.

De cana-de-açúcar, milho, feijão, arroz e outras:

Me tornei homem, fui servir à pátria, dei baixa, fui morar na capital do país.

 Me casei. Passados cinquenta anos, resolvi visitar, onde fui nascido.

Que decepção, ou devo estar precisando usar óculos? A grande casa era um simples rancho, de pau-a pique, coberta por sapê. A grande mata era uma simples capoeira, a grande pedreira era uma simples pedra onde nascia um olho d'água, os dois baixadões não passavam de dois campos de futebol, o grande rio era um córrego que, mas acima, foi dividido para alimentar o moinho e o monjolo. 

Mas com tudo isto, este foi o lugar onde nasci e fui criando até os dezoito anos. Recebendo de meus pais a educação, respeitando os meus semelhantes e sendo feliz.

sábado, 28 de junho de 2025

       O segredo:

O segredo é uma arma poderosa, que pode desmontar uma montanha.

Quem tem um segredo tem uma bomba guardada por toda sua vida.

Se for revelado, ficará prisioneiro, acorrentado e amordaçado até contra seus próprios pais. 

Onde fica o caminho da depressão, por toda sua vida. Isto acontece com quem tem o espírito fraco.

Não valorizando a sua própria vida. Se este alguém acredita em Deus, recupere-se.

A pena de uma prisão é ser prisioneiro de um espírito maligno que exalta a Deus e adora o diabo.

Escrito, por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos. 28/06/2025.

 Por que se queixas, meu amigo, se és feliz, se tem no mundo as mulheres aos seus pés?

Que direi eu, que sempre fui um infeliz?  Não se lamente do amor que se foi da sua vida, que te desprezou e fugiu de ti, sequer um a Deus, por que chorar pôr o amor desta mulher?  Outros amores virão aos braços teus, que direi eu, eternamente amargurado, preso às lembranças do passado, de um amor desesperado.

escravo deste coração amargurado, que não aceita um novo amor, mas a minha estada será sempre florida, tendo lindo encanto em cada flor.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos. 

Araruama. 28/06/2025.

terça-feira, 17 de junho de 2025

 Os meus primeiros amigos de fé são Jesus e você, os outros só são amigos provisórios.

Só alguns poderão me dar as mãos em quaisquer situações, onde outros não acreditavam em mim.

Ouve um dia em que Jesus estava pregando em um templo, um de seus discípulos veio a ele avisar que seus pais queriam falar com ele.

Jesus o respondeu, não tenho pai terrestre, meu pai é celestial, vivi no céu.

Sou um espírito vivo, carregado por Maria, minha mãe terrestre, que me acompanhou até o meu último suspiro. 

Amigos, em primeiro lugar, acreditam em Deus e em seu filho. Deus pode construir ou destruir em um segundo.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama. 17/06/2025.

sábado, 14 de junho de 2025

Deus em primeiro lugar. Ao entardecer, lembrarei do senhor.

Rezarei uma prece em seu louvor.

Também sou seu filho, do senhor, o criador.

Pai, o meu irmão Jesus, seu filho, faleceu em uma cruz. 

 Pela vontade do Senhor, para salvar tudo que o senhor criou.

 Esta imensidão sem fim, como é o meu amor pelo senhor.

Esta imaginação divina, de sua feição. Não tem mãe, mas é pai de tudo que é real, e todas as imaginações.

 Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.14/06/2025.



domingo, 1 de junho de 2025

 Em mim, existe um órgão que não descansa, ele sempre está atento, até quando durmo.

Às vezes, me sinto cansado com tantos pensamentos confusos. Acordo, bocejo, empunho a caneta.

 Escrevo para que não me esqueça dos sonhos. Acho que estou precisando de uma analista, ou de uma alquimista, que me revele se tudo é real, ou só sonhos, de outras vidas do passado, de outro planeta, de uma galaxia ainda não descoberta. Às vezes, sismo, que pode ser influência de Morfo, o filho do Hipno,

Deus dos sonhos, Morfeu.  

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.


quinta-feira, 24 de abril de 2025

 A querida florzinha desejada pelo seu néctar.

Quantas recordações você me traz das longas madrugadas.

Tendo você ao meu lado, o meu coração amargurado. 

Por não poder, tela entre os meus braços.

A ramada que te prendia, os meus braços não o alcançavam.

Teve um dia que a tristeza me invadiu, por ver um gavião,

em seu bico te levou. Só restou o perfume da flor que o beija-flor amou.   

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.


terça-feira, 22 de abril de 2025

 O universo sempre existiu, o tempo é só uma imaginação do infinito.

 A terra possui grande tecnologia com artefatos imagináveis, mas continua na era primária.

 Onde se aprende o bê a bá. Na civilização passada, que construíram as piramides, e outros.

Grandiosos monumentos, eles existiram, mas não eram seres de outra galaxia, eram terráqueos.

Que deixaram de existir. Como foram outras nações, antes deles, muitos tiveram tempo de serem sepultados, a maioria carbonizada, pela sua própria tecnologia. Que talvez os terráqueos não consigam.  

Obtê-las. Não existem outros seres a não ser os terráqueos. A terra é a única morada de todas as eras, presente e futura. Tudo que existe no firmamento faz parte do equilíbrio da terra, fazendo as estações. Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.

sábado, 19 de abril de 2025

 Quem dera, fossemos como o sol e a lua, viveríamos na eternidade.

Porém, através desta luz, revela-se a minha imaginação de toda a minha existência.

Eu, sendo um simples grão de areia dominado pelo vento. Assim, penso sem contestação.

Quem fez o universo, fez em pensamentos, ordenando com palavras, faça-se a luz.

Ouve uma grade explosão, formando os planetas, o sol, a lua e as estrelas, a terra, a água, o fogo, o vento.

Que ajam as vidas, que reine a humanidade.

 Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.


segunda-feira, 14 de abril de 2025

 Ó, lua cheia de graça, tu és a Rainha namorada do rei dos astros.

Se eu pudesse, faria uma escada, como Noel tentou fazer uma torre para ir ao céu.

Se eu conseguisse, pediria ao senhor a mão da lua. Jogaria o Jorge do seu cavalo. 

Te colocava na garupa, íamos passear entre as estrelas.

Beijava suas mãos, colocava de novo na cela, mandava você entregar o Jorge. 

Só assim poderia continuar te observando todas as noites de lua cheia e as estrelas a brilharem.

Escrito por José da Silva Caburé.

Araruama.


sábado, 5 de abril de 2025

 Coisas que são muito transparentes quando são perdidas.

São difíceis de serem encontradas, por ser muito transparente.

 A transparência é como ar, Deus, são coisas que a visão não vê.

Mas elas existem em pensamentos.

Escrito por um pensador, sem eira nem beira, quanto mais tribeira.

Sou como o pedreiro Valdemar, que faz muitas casas e não tem casa para morar.

Araruama.


quarta-feira, 19 de março de 2025

 Recanto do amor; escrito pelo pensador.

Quem tem uma nascente, vive contente.

Quem se alegra mais, é quem tem uma cascata.

Que desce de uma pedreira entre a mata.

Os pássaros se alegram entre as folhas.

O ar tem o perfume das flores.

Aqui se acoberta do frio, entre dois corpos que geram calor.

Sítio, recanto do amor.

segunda-feira, 17 de março de 2025

 Do ferro. Ao asso. Assim fui forjado, com minério de ferro e manganês. Eu e você somos Ímãs, gruda e cola.

 Vivendo vendo a vida passar.

Chutando as pedras dos caminhos por onde passo.

Sentindo o sangue a jorrar, a vida é uma rede de arame farpado.

Deixou o meu corpo marcado, esta foi a maneira de como fui criado.

Fez de mim um homem amoroso e educado, que ama e quer ser amado!

Poxa, foi a melhor escolha que já fiz até hoje, em você só vejo beleza de alto a baixo.

É uma bela estátua esculpida por Deus.

 Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos & versos. 

Araruama.

sábado, 15 de fevereiro de 2025

 Um poeta que perdeu a inspiração e revoltou-se com a vida.

Ele chegou a uma conclusão, que ninguém é dono de nada.

Nem da sua própria casa, ele compra e paga à vista e todos os anos paga I P T U. por toda a vida.

Se for só um terreno, paga o imposto territorial por toda a vida.

Até quando falecemos, tudo que você sacrificou por toda a vida, o governo leva à metade.

Se neste terreno você perfurar um poço artesiano, a rede de água coloca um edômetro.

Eu, quando falecer e houver a reencarnação, o meu desejo é ser encarnado em um cavalo, ou um jumento.

Quando eu estiver pastando e alguém me chicotear, levar mordidas e muitos coices, e vou relinchar.

Escrito por José da Silva Caburé


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quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

 Você me pede que eu deixe de sonhar:

Isto não pode ser, os sonhos são o meu modo de viver.

Às vezes, sou um lobo comandando uma matilha, ou uma águia harpia,

sobre as cordilheiras geladas, formando, ecos de meus pios. 

Às vezes sou um comodoro, comandando um navio.

São de sonhos, em sonhos, que eu vivo.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos & versos.

Araruama.