Sou o que sou, faço o que posso.
Não ultrapasso o espaço dos outros.
Tenho a alma limpa e o espírito correto.
Mesmo não sendo uma ave alpina,
mas um pombo-branco da paz.
Gosto da simplicidade, detesto ostentação.
Meu corpo é limpo, sem rastro de tatus.
Se alguém me vê, verás como sou.
Tendo a minha mente fértil, grandes imaginações.
Sei que as piramides do Egito foram construídas,
quando o deserto ainda era mar.
As grandes pedras eram transportadas em grandes jangadas.
Movimentadas pelo vento, nas velas, com auxílio dos remos dos escravos.
Nos lugares onde o mar já estava raso. Pode ter certeza, nesta época muitos de nós estaríamos lá.
Dúvidas de mim? Mas acreditam no maluco beleza, que fala que nasceu mil anos atrás. Será que ele sabe mais que eu, e os meus ancestrais?
Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e
versos.
Araruama. 26/09/2/021.