sexta-feira, 21 de novembro de 2025

 Amor, esqueceste de mim?

Porque me fez chorar, me deixaste sozinho.

Já estava acostumado com os seus carinhos.

Estradas, poeira, roda moinho, brinquedo dos sassis.

Cigarras cantando, anunciando o verão, como as revoadas das andorinhas.

Vá, saudades, nas asas de um beija-flor. Leva notícias minhas para o meu amor.

Carimbamba no caminho, anunciando: amanhã eu vou.

No clarão do luar, as estrelas cintilham. Choro a saudade de ti. Amor, não vá embora.

A natureza chora, um olho d'água rola.

Escrito

 por José da Silva Caburé. Poesias, contos e versos.

 A melhor coisa  que aconteceu na minha existência foi ter a vida.

E os cinco sentidos.

Sou filho dos quatro elementos. A vida me forjou com o minério de ferro e manganês em uma temperatura brutal, a qual me transformou em aço.

Em uma bigorna, fui marchetado  por um  excelente marcheteiro. Que incastou-me em ouro e prata. 

Mas tenho motivo para compreender que nada é eterno, eu com toda esta estrutura que não se enferruja,

Mas pode derreter voltando ao seu estágio natural.

Assim está acontecendo comigo, estou sangrando pingo a pingo, já me sinto arquejando, apesar de ter sido forjado no mesmo fogo que está derretendo a minha rígida estrutura.

Até parece que fui construído sobre areia solta do deserto. Sou sabedor que nada é eterno, só Deus.

Eu só serei cinzas que o vento levou.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos  e versos.

Araruama.