A morte não é um ponto final, é uma vírgula.
Tudo o que se vê é ilusionismo da alma.
A morte não é o fim, a verdade é perigosa.
O encontro com Deus, para aprender sofrer e amar.
A morte não encerra a caminhada, ela às vezes para para o corpo descansar.
O amor é o g, p. s. da alma. Somos todos do mesmo oceano.
Eu, por muitos anos, vivi junto a eles, sendo seu motorista, dirigindo um veículo Galax.
Permanecia calado, só respondia: Sim, senhorita, Costa Brava, Zum Zum ou jirau?
Motorista, primeiramente vamos a Santa Tereza. Pare na esquina da praça, fica à espera.
Só ouvia desprezo à pobreza e ignorância. Não sabendo ela onde eu sabia onde iria.
Quando voltavam alegres e cantando, espalhando o cheiro forte da dona da morte.
Tal país, tais filhos; sua mãe quando era convidada para um jantar elegante na casa de algum amigo.
Quando voltava, eu olhava pelo retrovisor, escutando o tilintar dos talheres de prata roubados da casa de quem as convidou. Para ela, parecia um brinquedo valioso nas mãos de uma criança.
Coitado do amigo porteiro que morava em um pequeno apartamento junto ao motor do elevador lá no alto do edifício. Um dia, foi encontrado por ela no elevador social. Ela bradou: 'Seu negro, no elevador social não é lugar de empregado, ponha-se em seu lugar. Não sabia ela que a mulher do porteiro era mãe de santo. Pouco tempo passou, o coitado do marido a morte o levou, deixando-os sem automóvel e sem motorista, porque trabalhava em uma firma estatal, assim como eu. Só por este motivo tenho consciência do modo como sou tratado. Até mesmo por familiares inconformados. Não sabendo eles que as vidas são transitórias, cada um, uma história. Eu não me envergonho em contar a minha história, a luz que ilumina as trevas como a luz solar, que ilumina a lua.
Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.
Araruama.