domingo, 24 de janeiro de 2021

 Sou um prisioneiro muito feliz.

sou um poeta que valoriza as mulheres.

dando a elas todo o reconhecimento por elas

terem sidas incumbidas por Deus para  povoar 

a terra;  eu já completei oitenta e quatro anos, 

se eu for condenado a prisão   perpetua, o meu 

desejo seria cumprir  a minha pena  em um presidio

de mulheres, bem velhinhas, e de qualquer cor, 

gostaria de ser cuidador  delas, lavar e pentear os seus 

cabelos, lavar e passar as suas roupas, leva-las para 

passear em um jardim e contar histórias, cuidar das suas 

sombra celhas,  pintar assuas faces, com carmim ruge e 

batom, deixando todas vaidosas, e bonitas, cortar e pintar

as suas unhas, queria que todas se sentissem bonitas. e felizes;

se assim fosse me sentiria um prisioneiro muito feliz, por ter tido

o prazer em fazer  um pouquinho de tudo que as mulheres  merecem;

principalmente  o reconhecimento, que sem elas a terra seria um vasto

deserto   sem vida, as mulheres são as mães  de toda a humanidade, !!!  

 Escrito  por José da silva caburé poesias contos & versos.

Araruama, 13/01/2021.

 

sábado, 23 de janeiro de 2021

 o pensador.

eu sou um pensador e as vezes penso coisas

que até eu mesmo fico em duvida, 

Mas como o universo ainda é pouco explorado, 

eu pensei  será que esta sol  que faz parte do 

sistema não é só uma grande lupa que recebe 

energia de um outro planeta, de primeira grandeza, 

que comanda todo o universo, e tanto ele como 

a lupa ficam estacionados e quem gira são todos os 


os que fazem parte do seu sistema, os astros  físicos 

deveria aprofundar neste mistério. !!!

Escrito por José da silva caburé poesias contos & versos 

Araruama; 23/01/ 2021.

 

 Porque  tantas tristezas dentro de mim? 

Porque este sofrimento sem fim? 

Procuro a alegria mas não a encontro, 

só tenho a solidão em minha companhia, 

O que é a felicidade? eu não a conheço!

me sinto como se fosse uma arvore em 

um deserto sinto o frio das noites, e o calor

dos dias, Outro não sofreria como sofro, 

ele teria a coragem em declarar o seu  amor

a mulher amada, eu quando tento falar com

ela  fico roco a minha voz embarga, como eu 

gostaria em tela em meus braços, eu seria feliz.

mas sei que não consigo, ela tem uma atitude forte, 

ela  nem olha para ninguém  sempre de passos 

apressados, balançando os seus longos cabelos;

eu nunca a vi sorrindo, não cumprimenta  a ninguém ,

para quebrar esta pedreira devo ser forte e corajoso, 

eu sou um fraco, que ama e não é amado, preciso 

tomar  coragem pegar uma marreta e bater nela bem forte 

quem sabe que neste meu gesto mude a minha sorte, ela 

desperte  e saia desta inercia, e abra os olhos e me veja de 

joelhos a implorar o seu amor. e dia uma pedreira nasça um

uma linda flor.

Escrito por José da silva caburé poesias contos & versos.

Araruama. 12/01/2021



quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

 O lua bendita que vem clarear, 

as sombras infinitas das noites no mar;

como uma princesinha encantada, 

de um leve sonho o conduz,

Surge do mar  coroada de um nimbo,

de ouro e luz.

surge é a sua presença  no céu criado por 

Deus, 

de dentro das noites imensas, surge as estrelas 

no  azul do céu

O lua bendita, que vem clarear, as sombras infinitas 

das noites no mar,

eu seu súdito admirador, que todas as noites que você

esta radiosa, venho o admira, lá sentado em um banco 

a beira do mar; 

apreciando o seu esplendor, os seus raios prateados, 

tão bela é a sua imagem  refletindo sobre o mar.

recordo eu ainda pequenino, gostava de ti ver no 

jardim da vó vó,  você tão bela ê majestosa, 

o seu esplendor iluminando com os seus filetes 

prateados,  e radiantes, as gotas do orvalho  nas pétalas das flores, 

que vagamente gotejava ao chão, hoje eu já velho continuo te amando,

O lua querida, companheira de toda a minha vida, eu sou como o sol. 

que ti ama, gotejando fios de ouro, sobre a prata, gotas de orvalho. nas

pétalas das flores.!!!

Escrito por José da silva caburé, poesias contos & versos.

Araruama. 21/01/2021

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 O ultimo carnaval;

Rasguei a minha fantasia do ultimo carnaval.

Com ela foi junto todos os sonhos já sonhados;

Ela era a minha rainha, a porta bandeira da nossa

escola de samba, sonhos dourados;

Só restando  na parede os nossos retratos em evolução

no asfalto; 

Eu o seu mestre sala a te proteger, essas nossas vidas 

de fantasias, de seda, e cetim ou papel manche. nada 

nus importava, a nossa felicidade esta na avenida, ou

por trás da porta  da nossa  maloca; 

 depois da avenida subindo a ladeira da nossa vida ;

hoje eu estou subindo sozinho este rei sem a sua rainha 

Mesmo que esta história seja triste mas não deixa  de ser

uma poesia, toda colorida com seda e cetim  e papel manche.

Escrito por José da silva caburé poesias contos & versos.

Araruama. 21/01/ 2021.

  



 A loucura  de um amor.

Quando o amor acontece, 

o mundo e o resto não nus importa, 

só o que sabemos é o que acontece 

por de traz da nossa porta, 

Eu te abraço, te faço caricias, e te beijo;

faças de mim  o seu brinquedo, preferido, 

pois nada é proibido, entre uma mulher 

e o seu marido..!!!

Escrito por José da silva caburé. poesias 

contos & versos. ;

Araruama. 21 01/ 2021.


terça-feira, 19 de janeiro de 2021

 Assim sou eu.

O meu amor e feito de sentimentos da alma;

a minha sina esta escrita, o meu destino já  esta

traçado,  amar por toda a minha vida, ou morrer 

por não ser amado;

A minha vida era uma aurora, ouvindo a sua voz suave,

falava em meus ouvidos, como o cantar de uma ave,

Mesmo se eu morrer enganado  não me importo deste

engano tão suave; como gorjeio de uma ave, 

foi tudo um sonho, amei sem ser amado, voa coração 

alado!!!

Escrito por José da silva caburé, poesias contos & versos,

Araruama. 19/01/2021.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

 O pavão misterioso.

Pavão misterioso a sua cauda e tão bonita

que até parece  com as vestes da minha amiga, 

são mistérios entre a terra  e o céu , são mistérios 

que até Deus duvida,  e eu também, 

eu lembro que nem tudo o que reluz  é  ouro, 

e  nem acredito, que quando eu morrer  vou virar pó, 

tem dó sô, quem vai devorar a minha matéria são as 

bactérias; A terra despreza até os ossos e os cabelos, 

Nem tudo que se lê é verdadeiro. 

O poeta  também é um contador de histórias, e também 

um loroteiro, até xarada ele inventa ; veja esta,  atirei 

no que vi, erei ,e acertei no que não vi, matei e com a 

madeira  sagrada assei e comi.     

Escrito por José da silva caburé poesias contos & versos,

Araruama. 18/01/2021.


domingo, 17 de janeiro de 2021

 Recordar e viver, 

Eu posso  contar a minha história sem medo de errar, 

começa  nos meus sete anos  lembranças  da minha vida

no campo, dos tempos que transporte  era no lombo das 

mulas, e nos carros de bois; nas cidades se alumiavam com

os lampião  a gás, nas casas dos ricos eram 

a luz de velas, no campo era nas lamparina  

e candeeiro com o azeite da mamona, assim se formou a

modernidade, até as musicas  o que mais falava era do amor;

não avia apelação. nem  plantar a verdinha, em quintais, vendida

a um real. as crianças aprende a brincar de aviãozinho e vender 

pedrinhas como se fosse amendoim; diz pra mim cá entre nós, 

esta que é a modernidade do século vinte?  Homenagem a mamona

que representava na época a Petrobrás. nos tempos da escravidão não

 existia a eletricidade. no campo a eletricidade era o azeite  da mamona. 

que era usado  no candeeiros e nas lamparinas, na época da colheita da 

mamona os escravos  colhiam os cachos  e colocavam para secar no sol. 

quando era aquecida  os frutos arrebentavam  dando estalos como se fosse 

espoletas. os caroços voavam longe, eram recolhidos e socados no pilão

ou no monjolo; e colocados para ferver, depois que esfriava  era  apurado nas 

palmas das mãos, era assim com muito trabalho que chegava a depuração de 

um bom azeite da mamona. este produto também servia  para untar os arreios  das

tropas de mulas,  e os eixos dos carros de bois, amaciar as dobradiças das portas,

e as fechaduras; era um produto muito útil  da época, ate para untar  os umbigos 

dos recém nascidos.  outra coisa  que devo explicar naquela época a higiene era zero. não existia papel higiênico, nem privada, dentro de casa, usavam  pinico. 

e limpava com sabugo de milho,  até papel comum era coisa rara. existia do lado 

de fora das moradias uma tal de latrina. que sempre era construídas  em cima dos

chiqueiros dos porcos. quando os porcos notavam que estava chegando  gente 

todos saiam correndo. e tudo era despejados  nas cabeças deles, e por esta causa 

que na Cidade do Rio de Janeiro tem um proverbio, quem mora em casa de cômodo  moram em cabeça de porcos.  eu afirmo já morei em uma delas. por 

que mentir?  se eu estou fazendo tantas  afirmações ; somos gentes  que ajudamos 

a fazer  acontecer.  não somos os culpados  de tudo o que é ruim  que estamos vivendo,  estes sim vão carregar as culpas  das mortes dos próprios  pais e mães 

trazendo  para dentro de suas casa  a morte, recolhida nas baladas da vida entre

drogas e sexos !!!

Escrito por José da silva caburé poesias contos & versos. 

Araruama; 17/01/2/021.



sábado, 16 de janeiro de 2021

 Minha pomba juriti ;

Como sinto saudades de ti minha juriti,

olha de te o que penso, entre o tempo;

te escuto e te olho reverente e sinto a tua 

graça  triste mais bela, de uma ave   medrosa 

tímida e singela,  fico a cismar enternecidamente,

tua vos,  teu olhar,  teu ar dolente, toda a sua delicadeza;

ideal revela reverente, é de sonhos e lagrimas, e estrelas

o meu ser comovido, penitente com  que  magoas mas te 

adoro, e te completo; querer eu quero, o da piedade soberano,

exemplo o flor divina e  secreta  da beleza os meus soluços, 

enchem os espaços quando te aperto entre os meus braços, 

solitária  madona  da tristeza,  para este meu tedio não tem remédio,

só posso te dar  afagos carinhos e beijos pois lá se vão anos de inverno,

e verão, também já fui uma uma ave alpina hoje sou apenas quase sem pena. 

um condor que morre por seu amor !!!

Escrito por José da silva  caburé , poesias contos & versos.

Araruama; 16/01/2201.