quarta-feira, 18 de novembro de 2020

 Minha paixão;

Clamo e não reclamo, e não recuo;

avanço rastejando, vou de olhos fechados,

com a alma pura  a procura dos seus lábios ,

bela airosa, e altiva, você mulher  que eu

sempre sigo, e cortejo, lindo é o seu corpo 

e os seus doces lábios. a espera dos meus beijos.

Alma serena pura e casta, que tanto persigo, com 

os meus sonhos de amor e pecados, abençoado seja 

se assim possa morrer. assim penso ou me engano, 

como não sentisse, que dentro do meu peito pulsa 

um coração humano, eu que sempre te amei, ajoelho 

aos teus pés, neste mesmo chão que já beijei chorando 

e declarando o meu amor por você, mulher amada,   

Escrito por José da silva caburé poesias contos & versos,

Araruama. 18/11/2020.


 A velhice,

A minha maior tristeza é ter ficado velho tão depressa.

que nem vi o tempo passar. eu nem mais me lembro da minha idade.

e eu sempre querendo namorar, mas descobri que eu não sou o culpado,

eu quando dormia o meu espirito zombeteiro saia do meu corpo nos fins 

de semanas, e ia vadiar, me deixando dormindo ele acha que a sua idade 

é ainda de vinte e cinco anos; olha que falta de consideração, com este 

pobre ancião, já com oitenta e quatro anos, de idade isto é maldade, 

quando ele volta eu acordo, todo quebrado e suado, olhos inchados, 

pernas doloridas, igual a um cão abandonado, abanando o rabo, de 

língua pra fora, de cansado ; ai que espirito zombeteiro entra no meu corpo

e vai dormir mas a minha vingança  esta perto logo, logo. vou morrer, sem 

o meu corpo o zombeteiro nada poderá fazer,

Escrito por José da silva caburé poesias contos & versos.

Araruama. 18/11/2020.  


 Aves de rapina.

Eu sou o zé, caburé, primo da coruja,

somos aves de costume noturno,

Rapina porque o nosso alimentamos  

de insetos, e pequenos animais, como

sapinhos pererecas, e pássaros, o que

mais gostamos é de perereca,  porque

tem a carne macia são saborosas. tem 

perereca de várias cores, tem uma de 

cor vermelha que são venenosas, os 

índios usa o veneno que se encontra 

na sua pele para envenenar as suas 

flechas, eu sempre ouvi falar que

tem uma espécie de perereca em

uma tal praça paris, eu estou 

indo lá quero experimentar e 

saborear a carne desta tais famosas 

perereca da tal praça paris, só não

vou revelar o nome desta Cidade. 

chegando lá encontrei a minha prima

coruja, olá primo caburé o que  você

esta fazendo tão longe  você não  mora

na região dos lagos sim prima  mais 

vim matar a minha curiosidade sobre 

essas perereca desta tal praça  paris 

não é aqui, sim primo aqui tem muitas 

ola aquele linda perereca loira, mas 

como você e da família  não vou 

deixar você entrar em uma fria. fria 

prima  porque fria?  disfarça e olha

dando um vou rasante e olhe 

por baixo da saia dela, e lá foi eu 

todo curioso, meu Deus eu vi foi 

uma baita de uma cobra, surucucu, 

sai de lá com uma vergonha danada, 

nem despedi da minha prima coruja, 

aquele lugar esta bem e para a ave seriema,

 que só alimenta de cobras. 

Amigo zé aprenda perereca rameira só 

se encontra no mato mas nunca desista, 

delas pois são saborosas e tem a carne macia, 

não existe carne mais gostosa que carne de 

pererecas, para uma coruja  gaviões e águias .

e caburés, o que você viu lá na praça paris, 

depois eu escrevo uma carta pra você  aprender..

Escrito por José da silva caburé poesias contos e versos, 

Araruama. 18/11/2020.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

 Confessando a Deus

O meu Deus, o senhor é o único 

que eu posso confiar, nunca vendi o vosso nome 

em troca do vil dinheiro. perdoe os meus pecados, 

e me ajude a nunca mais pecar,

o senhor sabe que não  sigo nem uma religião,

mas trago em meu coração, a santíssima trindade,

sabedor que não adianta ter muito dinheiro, e não saber gasta-lo. 

eu só tenho três  moedas de ouro, que significa , o pai o filho e o 

divino espirito santo, que trago guardados dentro do meu coração; 

e não vivo em pecado , vendendo o vosso santo nome em vão. !!!

Escrito por José da silva caburé. poesias contos & versos,

Araruama. 17/11/2020.


 Um concelho  nunca deixe a sua taça para ir ao banheiro.

Amiga que puseste  em minha taça de vinho, 

Sinto a minha vista  escura não enxergo o caminho. 

Amigo isto é veneno , veneno para te matar tu não 

quis casas comigo nem com outra a outra iras casar, 

" Sei que vou morrer, pela as mãos de uma  mulher malvada.

peço a Deus que o castigue, nunca deixaras que ela se case, 

A minha vida foi desfolhada,  como a flor do mal me quer.

morro mas morrei feliz, home igual a mim existe poucos por ai, 

mas em sua vida ficaras gravado mataste o homem errado, o seu

noivo era o diabo,!!!

Escrito por José da silva caburé poesias contos & versos

Araruama. 17/11/2020.


 Mulher cheirosa.

Ao passar por mim deixaste no ar 

o cheiro de jasmim.;

Discreta -mente  olhei-te  por de trás. 

e me encantei. com o seu caminhar, 

serpenteante, sem deixar rastros, tão altiva, 

e confiante, o olhar fitado no horizonte em 

um ponto bem distante, onde o sol vai dormir;

eu sigo os seus passos, até o ponto final.

sento ao seu lado, ambos já cansados. fitamos lá 

no poente, juntos virados, para o nascente. para

ver o sol nascer nova  mente dando exemplo  para

todos os seres vivente; 

A vida é assim vive no ar como o aroma do jasmim.!!!

Escrito por José da silva caburé poesias contos & versos

Araruama. 17/11/2020.


segunda-feira, 16 de novembro de 2020

A Flor  e a fonte.

Deixa me fonte dizia a flor, tonta de terror

e a fonte sonora e fria, cantava levando a flor.

dizia a flor , deixe me, deixe me fonte, dizia a flor,

a chorar. eu fui nascida no monte, não me lava para o mar, 

e a fonte rápida e fria, com um sussurros zombador, 

por sobre a arei corria levando a flor, 

Ai lembranças do meu galho, balanço do berço meu, 

Ai chora gotas de orvalho, caída do azul do céu, 

chorava a flor e gemia, branca , branca de terror. 

e a fonte sonora e fria, rolava  levando a flor, Adeus sobra da ramada, 

cantiga do rouxinol,  Ai festas das madrugadas,  doçura do por do sol. 

Caricias das brisas leves, Que abre clarão de luar, Fonte, fonte não me leve

Não me leva para o mar,

As  correntezas da vida,  e os restos do meu amor, Resvalam numa decida, 

Como a da fonte e da flor, !!!!

Escrito por José da silva caburé, poesias contos & versos,

Araruama.  16/11/2020.

  

domingo, 15 de novembro de 2020

 O leite Derramado

Eu nunca chorei o leite que por toda a minha vida fora derramado.

No meu caso  sempre foi diferente, o motivo é que sempre vivi e 

convivi no campo, e a primeira obrigação do campista é ir ordenhar

as vacas;  que sempre no meio de tantas tem algumas , que são viciadas, 

a dar patadas no balde, e sempre derrama alguns pingos  e deixa a nossa 

causas molhadas. considerando  com tantas vacas  que tive e tenho, isto

para mim representa uma gota de todos Os oceanos,   sou um matuto 

acostumado a levar patadas, até da àquelas mais mansinhas, mas também 

descobri tem vacas que chora,  um dia bati na sua cria  ela virou bufou e logo 

notei que uma lagrima dos seus olhos rolava, ai eu pensei mãe é sempre mãe ,,, 

voltando ao assunto  de tantas vacas que já tive e ainda tenho, já me acostumei 

com o bicho,  pensando bem  depois de um acontecimento a três  dias atrás eu 

pensei meu Deus o senhor já me deu tantas coisas boas na vida, terras e  tantas vacas. 

parideiras e solteira, isto já faz  a partir dos meus vinte e dois anos  até hoje já com 

oitenta e quatro  o que vou querer mais , se continuar nesta lida de mexer com vacas 

sempre vou ficar molhado de tanto leite derramado, como agora estou com toda a minha

causa molhada, na minha ultima  vaca que eu ordenhava,  elas não são as culpadas. coitadas

eu até que tive sorte dos touros  e por causas delas eu nunca deles levei chifradas,  sabe eu sou 

um matuto observador  a ultima vaca que eu tive  eu juro que por muitas vezes ouvi ela

falando o nome de Jesus, "mentira" não  juro pela a santa cruz; para mim eu nunca a venderia 

mas aconteceu ela Fujio do pasto, e nem deixou seu rastro,!!!

Escrito por José da silva caburé poesias contos & versos.

Araruama, 15/11/2020.