o preconceituoso.
Vivo tentando saber quem sou,
desde menino só ouvia me chamar pelo o nome,
aos dez anos fui expulso da casa de quem me criou,
acho que foi por preconceito da minha cor,
tornei-me um vira mundo, o meu anjo da guarda sempre
me desviava das cidades, andava sempre pelas as vicinais,
terra batida pés descalços, muita poeira, em cada fazenda
por uns tempos ficava trabalhando, durou dez anos, sendo
capataz, domando potro e potrancas, e cavalos chuchus,
sempre fui um homem destemido, não importando o perigo,
na minha vida todos foram vencidos.
tinha vontade de conhecer uma cidade, quando completei vinte anos,
fui conhecer a cidade, fiquei entusiasmado, como nunca tinha gastado
o meu dinheiro, comprei um açougue, era o que mais sabia era destrinchar
uma res ou um porco, contratei três empregados. com o tempo de um
ficamos compadre, fui padrinho de batismo de um filho dele um homem
honesto trabalhador e educado, dei a ele o cargo de gerente, e fui estudar do
primeiro grau a faculdade me formando em veterinária voltando de onde fui criado
não fui reconhecido me ofereci para tomar conta do gado,
mostrei a ele o meu diploma de veterinário , não levou muito tempo eu já era dono
de tudo, me casei com a filha mais velha ainda donzela, mudei para a cidade. mandei
o meu gerente ser o capataz da fazenda, eu só ia lá para ver como estava o gado, se estava
sendo bem tratados. assim foi a vida deste homem que era moreno escuro raquítico mas muito
esperto e trabalhador, que daqui saio expulso voltando doutor, de zé ninguém a doutor , quem
o expulsou saio e quem saio voltou !!!
escrito por José da silva caburé poesias contos & versos.
Araruama 31/10/2020.