sábado, 31 de outubro de 2020

 o preconceituoso.

Vivo tentando saber quem sou, 

desde menino só ouvia me chamar pelo o nome,

aos dez anos fui expulso   da casa de quem me criou, 

acho que foi por preconceito da minha cor, 

tornei-me um vira mundo, o meu anjo da guarda sempre 

me desviava das cidades, andava sempre pelas as vicinais, 

terra batida pés descalços, muita poeira, em cada fazenda 

por uns tempos ficava trabalhando, durou dez anos, sendo

capataz, domando potro e potrancas, e cavalos chuchus,

sempre fui um homem destemido, não importando o perigo,

na minha vida todos foram vencidos. 

tinha vontade de conhecer uma cidade, quando completei vinte anos,

fui conhecer a cidade, fiquei entusiasmado, como nunca tinha gastado 

o meu dinheiro, comprei um açougue,  era o que mais sabia era destrinchar 

uma res ou um porco, contratei três  empregados. com o tempo de um 

ficamos compadre, fui padrinho de batismo de um filho dele um  homem

honesto trabalhador e educado,  dei a ele o cargo de gerente, e fui estudar  do 

primeiro grau  a faculdade me formando em veterinária  voltando de onde fui criado  

não fui reconhecido me ofereci para tomar conta do gado, 

mostrei a ele o meu diploma de veterinário , não levou muito tempo eu já era dono 

de tudo, me casei com a filha  mais velha ainda donzela, mudei para a cidade. mandei 

o meu gerente ser o capataz da fazenda, eu só ia lá para ver como estava o gado, se estava

sendo bem tratados. assim foi a vida deste homem que era moreno escuro raquítico mas muito 

esperto e trabalhador, que daqui saio expulso voltando doutor, de zé ninguém a doutor , quem 

o expulsou saio e quem saio voltou  !!!

escrito por José da silva caburé poesias contos & versos.   

 Araruama 31/10/2020.


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