domingo, 3 de maio de 2026

 Aqui é minha morada, foi aqui  que nasci para a vida de um escritor, querendo criar asas e ter pena nas pontas dos dedos. Querendo alçar, vou. Cada vez mais alto, que as cordilheiras andinas, até a Argentina.

Fronteira as terras brasileiras, cruzando do Iapóque ao Chuí. Do pico da Neblina ao pico da Bandeira, tudo em terras brasileiras. Minas Gerais, a divisa de Vitória, Espírito Santo. 

Escrito por José da Silva, contos e versos. Felizmente, faço parte deste universo. Google, meu abrigo.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

 A maioria dos homens de antigamente Eles eram ensinados pela sua mãe

desde pequenino a fazer tudo o que a sua mai fazia.como cozinhar, lavar roupas e passar.

Remendar e pregar botões.limpar casa, lavar as roupas, dar banho no filho renascido e trocar as fraldas.

Um dia perguntei a minha mãe, isto não é serviço de mulher mamãe? 

Filho nos somos pobres. Isto servira para você quando casar e a sua mulher tiver o seu primeiro filho.

Como somos pobres, será você que ira fazer tudo, cozinhar lavar e passar as roupas, limpar a casa,

dar banho em seu filho e trocar as fraudas. Busca a boneca que deveria ser da sua irmã falecida Mirtes,

que vou te ensinar a dar banho e trocar as fraudas do seu primeiro filho. Foi assim que aprendi tudo

com minha mãe. Hoje as coisas mudaram, o mundo evoluía, mas acho que isto faz parte do amor, entre as partes, assim se forma uma família estruturada. Fiz tudo isto que minha mãe ensinou-me, com muito amor e carinho, porque amo a quem sempre me amou. 

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.

 Por ti y por tu amor, yo víveres, yo víveres, porque te recuerdo con honor,

  y com clamor.y com básion, sempre em mi vida estarás. Tu sempre aqui sempre por sempre. 

Estar en mí. Recuerdo, vivirás gloria por siempre y fervor. Por ti, por tu amor. Hoy te honró amor. 

A ti ya Dios y yo pediré por ti. Tú velarás por mí. Y juntos a Dios en paz.

El toque del silêncio.  



Há oitenta anos, o campo era habitado.

Não se percorria duzentos metros sem ouvir um cão latir ou um galo cantar.

As favelas começaram no Rio de Janeiro,  após a escravidão.

Mais tarde, um certo governante fez um decreto para esvaziar o campo.

Onde os moradores terceirizados moravam, cada morador tinha um hectare de terra.

Ao redor do seu rancho, onde tinha uma horta, uns pés de café, uma moita de cana para fazer o café.

Um chiqueiro tendo uma porca criadeira, alguns leitões, no pasto podia ter uma cabrita para dar leite para as crianças. Quando o patrão precisava dos serviços do terceirizado, ele o contratava, a diária da época era um quilo de gordura  ou toucinho. Acabando o serviço do dono das terras, ele ia fazer o dele para plantar a terça com o dono das terras. Hoje está tudo mudado, o campo está vazio, até a casa grande está em ruína.

Os pastos sujos, porque o salário é alto comparado à renda das terras e o adubo é caro, não compensam porque ficará bem mais caro que ser comprado no supermercado. Eu estou escrevendo isto porque nasci e vivi no campo, nesta época ninguém passava fome nem dormia debaixo de marquises. Falo com toda certeza: se tivermos um governante que retornasse todos para o campo, muitos de quem são moradores em favelas voltariam para o campo, o Brasil ganharia tendo os rios mais limpos e as moradias irregulares em lugares perigosos. O campo produzia para sustentar a todos que voltaram e ainda sobraria para ser vendido ou trocado, como agiam antigamente. Quando eu era criança, com oito anos, saía de madrugada com um cesto de pães, percorria mais de vinte e quatro quilômetros vendendo pães. Quando não tinha o dinheiro, eu trocava por ovos ou um franguinho e voltava o troco. Quando voltava, vinha apanhando o que tinha comprado, voltava com o dobro do peso. Isto acontecia todos os sábados. Até que aos dezessete anos fui servir à pátria. Desabafo de José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.

terça-feira, 10 de março de 2026

O campo era povoado, não percorria um quilômetro sem ter uma casa ou sem ouvir um galo cantando ou um cão latindo, a roça era totalmente povoada, aí veio um tal governo que estabeleceu uma lei: quem morasse nas terras dos outros não poderia ser mandado ir embora sem indenização. Ou ter o direito a um pedaço de terra e à casa onde morava. Assim, os fazendeiros deixaram de ter moradores em suas terras. Quando ele precisa, vai às cidades à procura deles, foi aí que o governo estragou a previdência social. Mesmo sem nunca ter pago a previdência, os trabalhadores se aposentam. Hoje o campo é totalmente vazio, sem vidas. Não mais escuta o galo cantar nem o cão ladrar, agora os comunistas estão até contra os industriais. Eles querem igualdade social, eles querem acabar com os ricos que dão emprego a eles, com as suas indústrias. Pergunto: se não tivéssemos as pessoas ricas, as quais são os empresários que dão os empregos para os pobres com as suas empresas, como seria a vida deles, os operários todos sem empregos, porque não gostam das pessoas ricas?

Francamente, fundi a minha cuca, como fundi querendo saber se o universo é infinito.
Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.
Araruama.
Os meus oitenta e nove anos vividos ouvindo bobagem das bocas de quem acha que sabe tudo.
Nasci no campo onde meu pai tinha um sítio de vinte e um hectares. Que somam duzentos e quarenta mil metros quadrados.
Porque cada hectare tem dez mil metros quadrados. Cada
Alqueire tem três hectares, que se somam a trinta mil metros quadrados.
Olha que, neste pequeno pedaço de terra, naquela época, papai tinha como terceiros duas famílias morando lá, onde cada uma família tinha o direito de um pedaço de terra ao redor da sua morada. Somando um hectare para ele plantar só para o sustento da família. Podendo criar porcos e galinhas e uma cabrita para dar leite para os meninos. Sempre tinha uma porca criadeira, nunca faltava gordura, carne, torresmo e linguiça na fumaça, sempre tinha um frango ou uma galinha para comer aos domingos. Também este chamado terceiro plantava e o que ele colhia era repartido, uma parte para o dono das terras e três partes para o terceiro. Quando o patrão precisava dos seus serviços, o salário diário da época somava-se ao custo de um quilo de tocinho ou carne.
Este, terceiro, só ia à rua, comprar o sal e os panos para as mulheres fazerem as as vestimentas. Que sempre de pano menos caro, mas resistente como o brim caque ou arranca toco. Este nome significa resistente. Até o sabão para tomar banho e lavar as roupas era feito pelas mulheres. Eu, quando ainda rapaz, o meu pai havia vendido as terras viemos morar na cidade. Nem era cidade, era um arraial, com poucas casas onde ele adquiriu uma tropa de mulas. Eu troperava com ele durante uns tempos nos fins de semana, eu ia à padaria e pegava com o dono da padaria uma cesta cheia de pães, saia de madrugada para vender os pães no campo, ainda era noite, ouvia um cão latir ou um galo cantar, eu seguia seu canto até chegar na casa e vendia ou trocava por milho, ou feijão, ovos ou um frango e dava de volta o valor do troco. Nesta época, o campo era povoado, não percorria um quilômetro sem ter uma casa ou sem ouvir um galo cantando ou um cão latindo, a roça era totalmente povoada, aí veio um tal governo que estabeleceu uma lei: quem morasse nas terras dos outros não poderia ser mandado ir embora sem indenização. Ou ter o direito a um pedaço de terra e à casa onde morava. Assim, os fazendeiros deixaram de ter moradores em suas terras. Quando ele precisa, vai às cidades à procura deles, foi aí que o governo estragou a previdência social. Mesmo sem nunca ter pago a previdência, os trabalhadores se aposentam. Hoje o campo é totalmente vazio, sem vidas. Não mais escuta o galo cantar nem o cão ladrar, agora os comunistas estão até contra os industriais. Eles querem igualdade social, eles querem acabar com os ricos que dão emprego a eles, com as suas indústrias. Pergunto: se não tivéssemos as pessoas ricas, as quais são os empresários que dão os empregos para os pobres com as suas empresas, como seria a vida deles, os operários todos sem empregos, porque não gostam das pessoas ricas?
Francamente, fundi a minha cuca, como fundi querendo saber se o universo é infinito.
Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.
Araruama.

 A vida, é o maior bem recebido dado por Deus.

A ele agradeço de mãos postas em meu peito.

Quando me lembro dele abraço uma árvore e reso uma prece,

Sabedor que ele esta em todos os lugares. O jardim é meu templo 

os santos são as alvores e as flores. O incesso, a fragrância do jasmim.

Pesso a Deus que abra a mente dos homens que estão no comando da terra,

Que o… A ame nunca queira destruí-la. Ela é o nosso jardim ofertada por Deus para os seus filhos.  

  Escrito por José da silva caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.



 Tem certas coisas que acontece na vida da gente que nunca se esquece.

A primeira aprendi a respeitar a água. A segunda nunca mais corro atrás de alguém acusado por outro como o tal seja um ladrão.

Isto aconteceu comigo, morador na época no bairro Jardim Botânico na orla da lagoa Rodrigo de Freitas na rua Maria Angélica Cidade Rio de Janeiro.   

Esta eu lavando meu carro quando uma vizinha gritou pega este ladrão que estava forçando a porta do meu carro, o acusado passando por mim correndo, eu fui atrás logo vei dois policiais que eram na época apelidados como Cosme e Damião.o acusado entrou na lagoa, os policiais mandou que eu entrasse na água logo cortei meus pés com cacos de vidro, voltei para casa para fazer curativo não demorou os policiais apareceram e me levaram para prestar testemunho ao delegado. Passado três dias o corpo do acusado apareceu, com ele foi encontrado uma marmita, uma colher e uma aliança. Concussão teve durante dois anos prestando esclarecimento as autoridades, e sendo o causador da morte de um inocente.

Sobre respeitar a água, eu quando ainda rapaz, acostumado a cortar ondas enormes e ficar boiando subindo e descendo sobre as ondas, um dia fiz o mesmo de sempre lá fiquei boiando de braços abertos, 

quando desejei voltar ver que os prédios da praia do Leblon estava muito distante logo notei que havia pegado uma correnteza. Tentei voltar, mas não consegui, só foi atinar quando acordei na areia cheio de gente olhando para mim. Alguém que não sei quem salvou a minha vida. Solicito a Deus por ele, que vivo ou falecido que dê a ele o merecido, pelo bem que ele fez salvado minha vida.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

 Espírito e alma, meus amigos inquilinos.

De mãos dadas, caminhamos na estrada da vida.

A casa já velha, destituída de tudo, sem eira nem beira.

Na  porta, uma adrabia de bronze antiga, com cara de um tigre.

Na parede, um grande retrato da família que não mais existe. 

Papai se destaca na fotografia, ostentando um terno de cacimira azul-marinho.

Uma grossa corrente de ouro, ostentando um relógio da marca Roscofe sobre seu colete.

Esse relógio deve valer várias patacas. Embora na grande casa não exista privada.

Nem existia papel higiênico. As necessidades fisiológicas eram feitas em pinicos.

Eram assim as vidas dos ricos. 

Queridos amigos inquilinos. Chegou minha hora, estou indo. Desejo-vos, em suas vidas eternas, um novo lar. 

Escrito por José da Silva Caburé. Poesias

, contos e versos.

Araruama.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

 E muita safadeza destes dois:

De tanto ficar debaixo de você, aprendi a gostar desta safadeza.

Sentindo o frescor de seu corpo sobre o meu, nos dias de verão.

No inverno, totalmente coberto dos pés à cabeça, aquecido pelo calor de seu corpo.

 Sentindo a fragrância das flores do jasmim.

No final das noites,  nos transformávamos em um, assim vamos vivendo, eu em você, você em mim.

Ninguém nos vê, só eu e você. Dois que se transformaram em um, fazendo amor na maior sem-vergonhice. Mas isto é coisa da velhice.

Assim, mais ou menos, os anos vão passando, e quanto mais passa, mais vamos amando a vida.

Rolando no chão, debaixo de um pé de araçá, coberto pela ramada do maracujá, só ouvindo o zuar da mangaba azul querendo polarizar as flores do maracujá, tendo o beija-flor como auxiliar.

Enquanto ouvimos o cantar do bentivi e do sabiá.

Esta é a história que eu tinha para lhes contar.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

 O que explode em meu peito são cargas explosivas, esquecidas do tempo passado.

Era a vida que sempre me tentava, quando explodia a fumaça, me cobria, a morte não enxergava.

Pensava que tinha falecido, só sentia o cheiro da pólvora. Aqui fica provado que sempre fui um bom soldado de batalha, dando sorte, enganando a morte e os generais. Como sempre, engano minha própria vida. Só por isso que ainda vivo. Nem sei contar quantas batalhas vencidas e quantas ainda vencerei.

Mas sei que a qualquer hora terei que enfrentar a suprema morte, dela tenho a consciência que será minha derradeira batalha. Que pena, a vida ser eterna só para a alma, que habitará outro corpo: sem lembrar da sua última morada. E o espírito? O que será feito dele? Eu ainda vivo, nem sei o que pensar, só Deus para explicar. Ó, meu Deus, o que fazer? Eu amava ambos. Todos amávamos o senhor. Digo o espírito e a alma, porque meu corpo era só matéria perecível que deve ser alimento das bactérias. O que me dói é não mais existir eu. Mesmo sendo feio e pequeno, o senhor assim me fez e eu gostava de mim. Como amo e gosto do senhor, como gostava do meu corpo que o senhor fez para mim. A Deus, vida querida, a Deus o canto do rouxinol, a Deus matas verdejantes, rios, lagos e os mares, a Deus a lua e as estrelas, e o pôr do sol. 

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.