quarta-feira, 19 de março de 2025

 Recanto do amor; escrito pelo pensador.

Quem tem uma nascente, vive contente.

Quem se alegra mais, é quem tem uma cascata.

Que desce de uma pedreira entre a mata.

Os pássaros se alegram entre as folhas.

O ar tem o perfume das flores.

Aqui se acoberta do frio, entre dois corpos que geram calor.

Sítio, recanto do amor.

segunda-feira, 17 de março de 2025

 Do ferro. Ao asso. Assim fui forjado, com minério de ferro e manganês. Eu e você somos Ímãs, gruda e cola.

 Vivendo vendo a vida passar.

Chutando as pedras dos caminhos por onde passo.

Sentindo o sangue a jorrar, a vida é uma rede de arame farpado.

Deixou o meu corpo marcado, esta foi a maneira de como fui criado.

Fez de mim um homem amoroso e educado, que ama e quer ser amado!

Poxa, foi a melhor escolha que já fiz até hoje, em você só vejo beleza de alto a baixo.

É uma bela estátua esculpida por Deus.

 Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos & versos. 

Araruama.

sábado, 15 de fevereiro de 2025

 Um poeta que perdeu a inspiração e revoltou-se com a vida.

Ele chegou a uma conclusão, que ninguém é dono de nada.

Nem da sua própria casa, ele compra e paga à vista e todos os anos paga I P T U. por toda a vida.

Se for só um terreno, paga o imposto territorial por toda a vida.

Até quando falecemos, tudo que você sacrificou por toda a vida, o governo leva à metade.

Se neste terreno você perfurar um poço artesiano, a rede de água coloca um edômetro.

Eu, quando falecer e houver a reencarnação, o meu desejo é ser encarnado em um cavalo, ou um jumento.

Quando eu estiver pastando e alguém me chicotear, levar mordidas e muitos coices, e vou relinchar.

Escrito por José da Silva Caburé


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quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

 Você me pede que eu deixe de sonhar:

Isto não pode ser, os sonhos são o meu modo de viver.

Às vezes, sou um lobo comandando uma matilha, ou uma águia harpia,

sobre as cordilheiras geladas, formando, ecos de meus pios. 

Às vezes sou um comodoro, comandando um navio.

São de sonhos, em sonhos, que eu vivo.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos & versos.

Araruama.



quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

 Um som à meia-luz.

Um som a meia-luz, solado em um bandolim e um violão, um traçado de anis, junta amiga solidão.

Vá, saudade, sobre esta vibração desta bela canção, propague sobre os vales e montanhas, atravessa os mares, de volta sobre o mundo, e volte na cauda de um cometa, enche o espaço sideral de estrelinhas, e caia sobre mim adormecido na relva desta madrugada fria, deste imaginário pensante. 

 Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos & versos.

Araruama, 25/12/2024.

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terça-feira, 24 de dezembro de 2024

 Pai, seu filho sempre é citado e adorado por multidões.

Poucos citam o nome do senhor, o seu filho a caminho do carvalho.

Sua mãe o implorava, pretendia comunicar-se ao senhor, foi impedida por alguns de seus anjos.

Mesmo assim, o seu filho conseguiu ouvir o clamor de sua mãe.

A estes que sempre os esqueceste, terão que ajoelhar aos vossos pés pedindo perdão.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos & versos. 24/12/2024.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

 Vivo sobre um céu azul, assim vejo em minha visão.

 Abaixo desse céu vive a realidade, de um céu colorido!

Assim, os meus olhos viram a pura realidade. 

Por isto, devo acreditar que ambos são puras realidades,

por um período fiquei doente, fui internado, Deus mandou.

Um batalhão de anjos para me ajudar, agradeço a Deus. 

Que todos tenham um feliz natal.

Escrito por José da Silva Caburé.


quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

 Caminhando pelo jardim florido de brancas margaridas, que se constrata com meus cabelos cor te prata.

Os meus pensamentos vagueiam, relembrando das noites enluaradas, eu e minha doce amada, rodeados de pirilampos, neste velho banco, tão velho como eu. Testemunho dos beijos meus, nus lábios do meu amor.

Saudades, meu bem, saudades, saudades do meu grande amor, bateu asas e foi embora, só saudades em mim, deixou. Meus cabelos, prateados, de tanto adorar a lua, ficaram orvalhados pelo sereno das madrugadas caminhando pelas ruas. 

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos & versos.

terça-feira, 26 de novembro de 2024

 Enquanto o meu corpo sofre, o meu espírito sorri.

Sou perfurado a cada dia, até já me acostumei a ver o meu sangue fruir.

Tem muitos soldados que vão à guerra e voltam como foram, sem nem uma cicatriz.

Às vezes fico a pensar: será que estou alimentando algum espírito zombeteiro?

Só porque deixei de frequentar os terreiros? Não, não é verdade. Sou democrático.

Como o meu espírito e minha alma. Somos livres, podendo entrar e sair.

Acredito em tudo da vida terrena, em primeiro lugar, Deus e seu filho Jesus.

Que derramou seu sangue, pregado em uma cruz. Aprendi com ele, a carne perece.

A alma e o espírito são eternos.

Escrito por José da Silva Caburé. Poesias, contos& versos.  

Araruama, 26/11/2024

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