Enquanto o meu corpo sofre, o meu espírito sorri.
Sou perfurado a cada dia, até já me acostumei a ver o meu sangue fruir.
Tem muitos soldados que vão à guerra e voltam como foram, sem nem uma cicatriz.
Às vezes fico a pensar: será que estou alimentando algum espírito zombeteiro?
Só porque deixei de frequentar os terreiros? Não, não é verdade. Sou democrático.
Como o meu espírito e minha alma. Somos livres, podendo entrar e sair.
Acredito em tudo da vida terrena, em primeiro lugar, Deus e seu filho Jesus.
Que derramou seu sangue, pregado em uma cruz. Aprendi com ele, a carne perece.
A alma e o espírito são eternos.
Escrito por José da Silva Caburé. Poesias, contos& versos.
Araruama, 26/11/2024
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