sábado, 9 de dezembro de 2023

 Huma história comovida, no caminho da minha vida;

Meu filho já foi meu pai;

Hoje faço tudo por ele; ele por mim faz muito mais.

Eu servia a pátria, O soldo de um soldado mal dava;

para comprar na cantina pasta dental e uma barra de sabão 

para lavar a falda; Foi quando dele recebi uma carta; filho 

preciso da sua ajuda; hoje estou chegando de uma viagem a pé;

de sessenta e quatro quilômetros, levando duas galinhas para pagar 

a dona da pencão um prato de comida e uma cama. 

Eu só chorava, e não respondi nada, o quê;fazer; era só ficar calado;

com um punhal na alma atravessado; as lagrimas derramada que molhavam 

o rosto deste soldado. O tempo foi passando, caminhando na estrada da vida; 

foi onde encontrei a mãe do meu primeiro pai; que hoje é o meu filho querido; já fásia 

muitos anos que o meu primeiro pai havia morrido. 

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos, & versos.

Araruama, 09/12/2023.

sábado, 2 de dezembro de 2023

 Um amante a moda antiga, como antigo sou;

Quanto tempo durou este amor perdido; 

este encantamento, essa alvorada; 

Dias, ou meses? Não sei querida, foi um clarão; 

que passou na minha vida, durante uma loucura transloucada;

  Dai para frente, não sei mais nada;

no amor, ventura ou infelicidade; uma esperança dura uma vida inteira;

Mas o desengano dura uma eternidade. 

No absolto elevo desse amor tão raro; no, estase dessa; adoração radiosa;

passava o tempo? Amiga nisto nunca pus reparo; As madrugadas eram botões; 

de rosas, desabrochando em seus sorrisos claros, quando sugiro no céu a estrela

matutina anunciando o raiar da aurora; foi tudo que sei, o que restou desta história.

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos, & versos.

Araruama; 01/12/203


sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

 Uma saudade que se transformou em agonia.

Um lindo botão de rosa em meu jardim brotou.

Cresceu e se transformou em uma linda flor.

Ela foi a minha ilusão mais bela, minha rosa-rosa-amarela, minha linda flor.

Por ela, não importaria morrer de amor. Ela se foi.

Até quando as minhas lágrimas irão rolar, mesmo sabendo que as lágrimas são desabafos emocionais?

Nisto nunca pude reparar. Hoje sei que a beleza é coisa passageira, como a água ligeira, que bate, rebate até que perfura a pedra dura. 

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos. 

Araruama.

domingo, 26 de novembro de 2023

 Encanto ao chegar no meu recanto;

Este lugar que amo tanto, pedacinho do céu.

No alto de uma colina, sinto mais perto de Deus.

Aqui o vento é mais puro, as águas cristalinas; 

formando fonte pingo, a pingo, das pedreiras;

vão rolando morro abaixo, tombo a tombo, e 

se tornando em cachoceira. O clima é suave,

o chuá das águas, o gorjeio das aves, Aqui é

a morada do meu espírito, e da minha alma.

Só o meu corpo abita na cidade; Quando; 

morrer quero ser queimada, aqui as cinzas

espalhadas, onde ficara corpo, espírito e alma. 

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

 Deus me concedeu: um pedacinho da terra para morar.

Onde tem uma pedreira, é a morada de xangó;

a cachoeira de mãe Oxum,

As matas onde canta os passarinhos, reclusivo o sabia. 

Aqui é o meu paraíso, em um jardim florido aonde voa; 

o beija-flor na ramada do maracujá; o bem ti-vi acusa, 

as coisas naturais. O dia se vai entardecendo, surge a lua; 

e as estrelas, clareando a imensidão; onde mora a paz e a solidão

onde não tem falsidade, e ingratidão. A minha rede está balançando,

entre dois pés de oliveira, daqui a dois anos terei azeite, e azeitona;

 Quero paz, não direi que tudo se dane.  

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos, & versos.

Araruama;24/11/2023.

domingo, 12 de novembro de 2023


Nos final deste més, viajarei;

passar pela mesma estrada, naqueles tempos presente.
Ver de novo, as árvores se estão no mesmo lugares;
os rios, os montes, e horizonte; 
se faltar uma só árvore, na beira desta estrada, foi porque ela
deixou de existir, por um acidente de um vendaval; 
ou por um homem malvado para dela fazer um cercado;
Meu filho, até este momento estava sendo o navegador;
assuma o comando, e não atrapasse a velocidade de cem;
Cuidado nas curvas a esquerda, em declive a direita, ver, prever, e aja;
Reduza da quinta para quarta, e pé na taboa, e vamos cortando estrada.
Tudo na vida acontece no presente momento; como nascer ou morrer.
Eu sismo e afirmo; ninguém nasce, ou morre no passado, ou no futuro;
 Esse meu filho aos cinco anos juntos passamos nesta mesma estrada; 
hoje está com cinquenta anos, ele só não lembra das árvores; mas é
um bom motorista, filho, Deus ti guia na estrada da vida.  
Escrito por José da silva caburé, poesias, contos, & versos.
Araruama, 10/11/2023.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

 Amigos e Amigas, quem vus fala é um malandro do bem;

Que se formou na faculdade da vida, e não faz mal a ninguém

viveu na lapa, no Rio de Janeiro, nos anos de 1950, na minha adolescência;

até os meus cinquenta anos, de existência; nesta época já tinha morrido o 

Madame-satã, e o Miguelzinho, camisa preta; só restando o clube amarelinho 

e o cordão bola preta; foi neste ambiente de boemias, que me diplomei, em

um malandro do bem; sou humano, o meu signo é sagitário, cabeça de homem; 

o corpo de um cavalo; tendo dentro de mim, três elementos a mais; a inteligência; 

o raciocínio, e o extinto; o extinto pertence aos animais; tenho estes sortilégios;

por reconhecer, em quem posso confiar; basta bater um curto papo; com o pretendente 

a ser meu amigo; Deus me fez um homem educado, prestativo, querendo resolver todos os 

problemas do mundo, os sofrimentos das pessoas que estão sofrendo, por algum motivo;

quem já viveu tanto tempo na lapa, aprendeu todas as malandragens da vida, sem requerer

benefícios. Escrito, por José da silva caburé, em poesias, contos & versos. 

 Araruama, 09/11/2023.

    

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Antigamente, 

 Muitas mulheres já foram xingadas de bruaca;

mas quem os xingava nem sabia o que era bruaca.

Olhe bem em uma das mulas, carregando duas caixas;

uma carrega as panelas, os pratos, a temple, os talheres.

Do outro lado da cangalha, na outra caixa carregavam-se os mantimentos;

cada uma destas caixas tem o nome de bruaca.

Isto são coisas de antigamente, na maioria dos trasportes eram feitas pelas tropas de mulas.

Mesmo depois da máquina a vapor, que passava de cidades em cidades; mas quem; 

transportava os mantimentos das fazendas para as locomotivas era as tropas de mulas.

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos, & versos.

Araruama, 01/11/2023.


terça-feira, 31 de outubro de 2023

 Meu encanto, meu recanto, meu paraíso;

Onde tenho água cristalina, que desse da colina;

Entre a mata, deságua na pedreira em cascata;

Este é o meu recanto, que tanto me encanto e o amo tanto.

Aqui me sinto ser um passarinho, em seu aconchegante ninho.

Mais lindo fica nas noites claras pela luz do luar;  

Aqui a beleza é tanta, que da vontade de chorar; 

A minha casa é o meu templo, o quintal é o altar, as árvores e as flores;

São os Santos, onde reso para Deus, que sempre está em todos os lugares.

Escrito por José da silva caburé. Poesias, contos, & versos. 

Araruama; 31/10/2023.


segunda-feira, 23 de outubro de 2023

A minha resposta, ao senhor poliglota.  

Os burros, não se misturam com as vacas;

preferem estarem juntos as éguas ou as mulas;

Os burros, respondem às chicotadas, com um coice;

Quem for muito sábio, nunca chicoteia um burro por detrás;

na certa, levaras um coice, como você esta levando agora, sábio poliglota.