segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

 O pavão misterioso.

Pavão misterioso a sua cauda e tão bonita

que até parece  com as vestes da minha amiga, 

são mistérios entre a terra  e o céu , são mistérios 

que até Deus duvida,  e eu também, 

eu lembro que nem tudo o que reluz  é  ouro, 

e  nem acredito, que quando eu morrer  vou virar pó, 

tem dó sô, quem vai devorar a minha matéria são as 

bactérias; A terra despreza até os ossos e os cabelos, 

Nem tudo que se lê é verdadeiro. 

O poeta  também é um contador de histórias, e também 

um loroteiro, até xarada ele inventa ; veja esta,  atirei 

no que vi, erei ,e acertei no que não vi, matei e com a 

madeira  sagrada assei e comi.     

Escrito por José da silva caburé poesias contos & versos,

Araruama. 18/01/2021.


domingo, 17 de janeiro de 2021

 Recordar e viver, 

Eu posso  contar a minha história sem medo de errar, 

começa  nos meus sete anos  lembranças  da minha vida

no campo, dos tempos que transporte  era no lombo das 

mulas, e nos carros de bois; nas cidades se alumiavam com

os lampião  a gás, nas casas dos ricos eram 

a luz de velas, no campo era nas lamparina  

e candeeiro com o azeite da mamona, assim se formou a

modernidade, até as musicas  o que mais falava era do amor;

não avia apelação. nem  plantar a verdinha, em quintais, vendida

a um real. as crianças aprende a brincar de aviãozinho e vender 

pedrinhas como se fosse amendoim; diz pra mim cá entre nós, 

esta que é a modernidade do século vinte?  Homenagem a mamona

que representava na época a Petrobrás. nos tempos da escravidão não

 existia a eletricidade. no campo a eletricidade era o azeite  da mamona. 

que era usado  no candeeiros e nas lamparinas, na época da colheita da 

mamona os escravos  colhiam os cachos  e colocavam para secar no sol. 

quando era aquecida  os frutos arrebentavam  dando estalos como se fosse 

espoletas. os caroços voavam longe, eram recolhidos e socados no pilão

ou no monjolo; e colocados para ferver, depois que esfriava  era  apurado nas 

palmas das mãos, era assim com muito trabalho que chegava a depuração de 

um bom azeite da mamona. este produto também servia  para untar os arreios  das

tropas de mulas,  e os eixos dos carros de bois, amaciar as dobradiças das portas,

e as fechaduras; era um produto muito útil  da época, ate para untar  os umbigos 

dos recém nascidos.  outra coisa  que devo explicar naquela época a higiene era zero. não existia papel higiênico, nem privada, dentro de casa, usavam  pinico. 

e limpava com sabugo de milho,  até papel comum era coisa rara. existia do lado 

de fora das moradias uma tal de latrina. que sempre era construídas  em cima dos

chiqueiros dos porcos. quando os porcos notavam que estava chegando  gente 

todos saiam correndo. e tudo era despejados  nas cabeças deles, e por esta causa 

que na Cidade do Rio de Janeiro tem um proverbio, quem mora em casa de cômodo  moram em cabeça de porcos.  eu afirmo já morei em uma delas. por 

que mentir?  se eu estou fazendo tantas  afirmações ; somos gentes  que ajudamos 

a fazer  acontecer.  não somos os culpados  de tudo o que é ruim  que estamos vivendo,  estes sim vão carregar as culpas  das mortes dos próprios  pais e mães 

trazendo  para dentro de suas casa  a morte, recolhida nas baladas da vida entre

drogas e sexos !!!

Escrito por José da silva caburé poesias contos & versos. 

Araruama; 17/01/2/021.



sábado, 16 de janeiro de 2021

 Minha pomba juriti ;

Como sinto saudades de ti minha juriti,

olha de te o que penso, entre o tempo;

te escuto e te olho reverente e sinto a tua 

graça  triste mais bela, de uma ave   medrosa 

tímida e singela,  fico a cismar enternecidamente,

tua vos,  teu olhar,  teu ar dolente, toda a sua delicadeza;

ideal revela reverente, é de sonhos e lagrimas, e estrelas

o meu ser comovido, penitente com  que  magoas mas te 

adoro, e te completo; querer eu quero, o da piedade soberano,

exemplo o flor divina e  secreta  da beleza os meus soluços, 

enchem os espaços quando te aperto entre os meus braços, 

solitária  madona  da tristeza,  para este meu tedio não tem remédio,

só posso te dar  afagos carinhos e beijos pois lá se vão anos de inverno,

e verão, também já fui uma uma ave alpina hoje sou apenas quase sem pena. 

um condor que morre por seu amor !!!

Escrito por José da silva  caburé , poesias contos & versos.

Araruama; 16/01/2201.

  

 


quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

 O nosso  lindo planeta azul. 

eu sou sensível  a beleza  da natureza;

em cada direção  que olho  só vejo beleza;

os pingos da chuva  escorrendo pelas as folhas

das bananeiras. as gotas do orvalho   nas  pétalas 

das flores; uma nascente que brota da terra, marejando,

tornando se em uma fonte, de uma ribeira a um  ribeirão;

que vai serpenteante em direção ao mar.!

olho para o céu azul e vejo salpicado de brancura das  gaivotas

avoaçando em bando,  olho em outra direção  até onde a minha vista 

alcança,  vejo verdes  campos,  vales e montanhas , cheio de vidas, 

de pássaros  e animais silvestre, no areal a beira do rio,  revoadas de 

borboletas  coloridas se avoaçando  em bando;  este é o nosso planeta azul. 

a terra onde vivemos. cercado  de vidas,  e  tendo como  teto, o céu azul  no 

infinito, onde mora o rei dos astros, que ilumina a terra, a lua e as estrelas; 

As vezes  na minha solidão  eu choro vertendo as minhas lagrimas de tanta 

emoção perante  esta  grandeza  a minha pequenez; como se eu fosse  um 

pequenino grão de areia  em um imenso deserto.!!!

Escrito por José da silva caburé poesias contos & versos.

Araruama; 13/ 01 /2/021.



  

 




 Receita de um caipira;

O homem do campo, ele é sábio como  João  de barro;

Ele é capas  de construir   a sua morada, mesmo que  seja

humilde  de pão a pique. e barreada, e coberta de sapê;

Ele sabe quando plantar na lua crescente ou cheia em uma 

terra fértil.  Ele reconhece  uma vaca boa de leite, pelo o seu 

úbero, e as veias grossas que o cerca; 

Até a mulher que ele pretende se casar; tem que ter as pernas 

longas e o corpo curto, e o tornozelos finos; e a boca pequena, 

de preferencia que seja morena;  Neste cara pode confiar, mulher 

assim na hora  H  canta  que nem sabia;  elas  são iguais a seriemas,

que o seu alimento  são as serpentes; elas tendo as  pernas longas, 

ela  alcança as serpentes  dentro dos buracas e quando consegue  elas

ficam contentes e dão pios altos  pios bonitos. os mineiro sabem bem 

o que estou falando. quem duvide experimenta  a receita do caipira  vai 

constatar  que não conto mentiras. 

escrito por José da silva caburé, poesias contos & versos.

Araruama; 13/01/ 2021.


terça-feira, 12 de janeiro de 2021

 Amigos e amigas aqui quem vos fala

é um malandro do bem, que não faz 

mal a ninguém;

viveu na lapa no Rio de Janeiro, nos anos

de mil novecentos e cinquenta, na minha 

adolescência;, até os meus cinquenta anos.

nesta época já tinha morrido o madame satã

e o Miguelzinho camisa preta, mas  restou

o clube amarelinho e o cordão do bola preta.   

foi nesta ambiente de boemias que me diplomei,

em um malandro do bem!

Eu sou humano, o meu signo é sagitário, cabeça 

de homem e corpo de um cavalo. 

tendo dentro de mim três elementos, A inteligência 

e o raciocínio, e o extinto, este ultimo elemento 

pertence os animais, eu tenho o privilegio  em 

reconhecer em quem posso confiar, basta bater

um papo, com o pretendente a ser meu amigo ou 

amiga, para que eu fique  sabendo das suas 

pretensões para comigo. ai se Deus tivesse nos 

dado mais um elemento, teríamos o privilégio 

em poder olhar por dentro um do outro, era só

olhar e se mandar, Deus me fez um cara educado, 

prestativo, querendo resolver todos os problemas 

do mundo, os sofrimentos das pessoas, que estão

sofrendo por algum motivo, eu sou assim faço  o 

bem sem  requerer benefícios,  quem já viveu  tanto

tempo na lapa, aprendeu  todas as malandragens 

dos malandros da vida,  

Escrito por José da silva caburé poesias contos & versos,    

Araruama. 12/01/2021.

   

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

 A minha neta querida, 

como sinto a falta de você.

você vem e logo vai embora.

quando outra vês irei te ver?

tu es a minha neta querida,

o sonho da minha vida,

como amo você; 

com este jeitinho faceiro

suave como uma pluma que

o vento vai levando deixando 

sentimentos profundos no coração 

deste velho sonhador!

este seu sorriso franco, mostrando

estes belos dentes brancos que parece 

marfim, você da vida por onde passa 

faceira cheia de graça, 

e quando vai embora o meu coração chora,

já com saudade de você,

você parte e deixa o meu coração partido,

não , não vai embora , netinha fica aqui!!!

Escrito por José da silva caburé 

Poesias contos & versos;

Araruama. 11/01/2/021



 Recordar e sonhar, com o passado, 

vivo a sonhar, com o presente passado, 

que sempre esta presente como esta aqui

agora; estando sentado em um banco do

meu jardim, debaixo de uma mangueira, 

escrevendo mais uma  história, der repente

o papel  branco que eu escrevia ficou todo 

manchado, até a minha mão e o meu braço

ficaram respingado, olhei  para cima e vi 

um passarinho  que logo começou a cantar, 

bem ti vi, bem ti vi, na aquele momento fiquei  

muito zangado; mais logo a raiva passou, 

eu comecei a dar rizadas, joguei aquela folha fora, 

e continuei  a escrever contado a minha história. 

este acontecimento aconteceu agora, para mim 

o antes e o depois não existe, tudo acontece no 

presente, nada acontece no passado e nem no 

futuro, o presente sempre esta entre os dois em 

fração de segundo, tudo que é do meu conhecimento,

sempre estará guardado  na minha mente,  no livro

da minha história como se fosse agora,

Olha querida, ali no jardim aquele botão de rosa, 

se desabrochando agora; (este é um momento único)

 um mais que vai ficar guardado na minha memoria, 

Escrito por José da silva caburé poesias contos & versos.

Araruama. 11/01/2021