O veleiro e o azul celestial:
Nessa tela fluida de um mar sem fim!
Onde o azul se faz altar.
Desliza um corpo de branca quilha cujo único destino é navegar.
Não há fronteira entre a água e o céu, tudo é espelho, de um tom sagrado.
Um azul celestial, profundo e puro. Onde o próprio tempo parece parado.
O vento sopra sutil e leve, beija as velas que o peito estufa com o veleiro em sua dança.
Mansa as dores do mundo, apaga e abafa, ir em frente é sua sina sem pressa alguma de aportar.
Pois quem conhece esse azul divino, sabe que a vida é só se entregar sobre as verdes ondas do mar.
A alma voa como a gaivota que às vezes pousa na ponta do mastro para descansar.
Sua única companheira, a gaivota branca sobre o azul celestial.
Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.
Araruama.