Se tiveres vontade de me ver, procure-me no jardim da solidão.
Com isso, não quero afirmar que vivo em solitude.
Às vezes esqueço do meu corpo, sentado neste banco do jardim.
O casal que habita o meu corpo foi passear entre as flores do jardim.
Quando eles voltam, acordo, abro meus braços, bocejo, espreguiço-me,
Respiro forte, sentindo a fragrância do jasmim. Só aí que vou apreciar,
Os movimentos dos passarinhos. Os beija-flores vagueiam entre todas,
Beijando aqui e acolá. O João-de-barro, pensativo, por onde o vento vai soprar.
Norte, ou sul, leste ou oeste? Tenha a certeza de que ele lembrará. O bentivi, sempre a acusar.
Sem poder provar. O sabia sempre pedindo piedade, senhor, piedade, sinhá. O merro traz um
Recado do patrão: "Pião, o patrão falou: é tempo de plantar, finca, finca, que eu arranco.
É assim que esses passarinhos cantam.
Escrito por José da Silva Caburé: poesias, contos e versos.
Araruama.