Mostrando postagens com marcador Araruama.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Araruama.. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de maio de 2026

 Se tiveres vontade de me ver, procure-me no jardim da solidão.

Com isso, não quero afirmar que vivo em solitude.

Às vezes esqueço do meu corpo, sentado neste banco do jardim.

O casal que habita o meu corpo foi passear entre as flores do jardim.

Quando eles voltam, acordo, abro meus braços, bocejo, espreguiço-me,

Respiro forte, sentindo a fragrância do jasmim. Só aí que vou apreciar, 

Os movimentos dos passarinhos. Os beija-flores vagueiam entre todas,

Beijando aqui e acolá. O João-de-barro, pensativo, por onde o vento vai soprar. 

Norte, ou sul, leste ou oeste? Tenha a certeza de que ele lembrará. O bentivi, sempre a acusar.

Sem poder provar. O sabia sempre pedindo piedade, senhor, piedade, sinhá. O merro traz um

Recado do patrão: "Pião, o patrão falou: é tempo de plantar, finca, finca, que eu arranco.

É assim que esses passarinhos cantam. 

Escrito por José da Silva Caburé: poesias, contos e versos.

Araruama.