segunda-feira, 4 de agosto de 2025

 É gratificante quando você vem na minha casa me visitar.

É pura alegria, até a cadelinha fica agitada, choramingando.

  Ela sente seu cheiro bem antes de você chegar.

A casa fica completa, até parece dia de festa.

O ambiente resplandece, como luz solar.

Mesmo que não corresses em nossas veias o mesmo sangue,

O meu amor por você seria o mesmo que sempre senti.

Solicito a Deus que lhe dê uma vida longa, mais que vivi.

Tendo saúde, uma mulher que te ame, que lhe dê amor e felicidade.

Se estes meus desejos forem realizados, 

valeu a pena ter conhecido Iracema, sua mãe.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos

 e versos.


terça-feira, 29 de julho de 2025

 Sempre pensei assim: para resolver meus problemas, não é necessário ser engenheiro.

Para chegar em qualquer lugar, não existem só um caminho.

Se não tiver, faça outro, mesmo que demore, mas você vencerá, aplainando montanhas.

Transpondo pântanos, lagos e rios. Assim se porta um homem que tem dentro de seu peito, um coração humano, um espírito forte, guerreiro.

Escrito por José da Silva Caburé. Poesias, contos e versos.


Araruama.

segunda-feira, 21 de julho de 2025


 Sou um peão boiadeiro, que não conhece o cheiro da poeira do chão.

Tenho um lindo cavalo lazão, muito bem arriado, com uma cela de vaqueta de um novilho bem-criado.

 Que foi chifrado por um touro, o qual foi seu pai. Uma rédea encastoada de prata bem marchetada.

Um laço de sete palmos, pendurado do lado direito, uma tala de lapa larga só para enfeite, nunca foi usada nele. Tem as quatro patas bem ferradas com quatro ferraduras, com sete cravos em cada uma, para tirar fogo nas calçadas das ruas, deixando as moças malucas por esta minha boa estatura. Comandado pelo meu patrão, peão boiadeiro, já carregou em minha garupa, moças donzelas, mulheres casadas, solteiras ou viúvas. Já amansou muitos burros bravos, em suas narinas nunca sentiu o cheiro da poeira do chão, hei, você aí, moça bonita, monte aqui em minha garupa, vou te levar a passear pelos campos floridos, mares, lagos e rios. Só não carrego mulheres casadas por medo de seus maridos. Dos homens, quero distância, só nas mulheres confio, são criaturas belas, incumbidas por Deus, para povoar a terra, sem elas a terra seria um vasto deserto sem vida.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos. Araruama.

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sábado, 19 de julho de 2025

 Um banco coberto de flores do framboeseiro:

Enquanto te beijava, as flores do framboeseiro caiam sobre seus cabelos, umedecidos pelo sereno da manhã. Raios coloridos, do sol surgindo entre as galhas e as flores do framboeseiro.

Estávamos esquecidos do tempo de ontem à tardinha e hoje de manhã. Amor, hoje o dia está lindo, vamos indo? Sim, amor, já estamos cansados de estarmos sentados neste banco frio, mas foi boa a noite de ontem para hoje.  Mas lá em casa vai ser melhor. A melhor coisa da vida é deitar, amar, dormir e sonhar, tendo saúde, amor e paz.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama. 19/07/2025

domingo, 6 de julho de 2025

 O dia está lindo, desde o arvorecer.

É primavera, os campos floridos, reina a paz no meu espírito.

Já entardece, o sol já está indo dar a volta na terra.

Eu só queria, um dia sem o sol, uma noite sem a lua e as estrelas.

Só para olhar dentro dos seus olhos, para ver toda a clareza das minhas incertezas.

Coma assim? Segredo, só um pode saber, se for revelado, se torna refém. 

Se for uma mulher, ela fará com você o que ela quiser.


Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.06/07/2025. 

quarta-feira, 2 de julho de 2025

 As crianças veem tudo grande, além da realidade.

Os seus olhinhos parecem ter lentes que amplificam.

Nasci em uma grande casa, nos fundos passava um córrego.

Para alimentar o moinho e o monjolo.

Na frente da casa passava um rio profundo, onde meu pai. 

Todo ano colocava guaxima para amolecer para retirar as suas fibras. 

Para ser vendida para confeccionar cordas e fios. 

As terras onde nasci eram do meu pai, media vinte e um alqueires.

Tinha uma grande mata, ao lado de uma grande pedreira.



Nas terras tinha dois grandes baixadões, onde faziam as plantações.

De cana-de-açúcar, milho, feijão, arroz e outras:

Me tornei homem, fui servir à pátria, dei baixa, fui morar na capital do país.

 Me casei. Passados cinquenta anos, resolvi visitar, onde fui nascido.

Que decepção, ou devo estar precisando usar óculos? A grande casa era um simples rancho, de pau-a pique, coberta por sapê. A grande mata era uma simples capoeira, a grande pedreira era uma simples pedra onde nascia um olho d'água, os dois baixadões não passavam de dois campos de futebol, o grande rio era um córrego que, mas acima, foi dividido para alimentar o moinho e o monjolo. 

Mas com tudo isto, este foi o lugar onde nasci e fui criando até os dezoito anos. Recebendo de meus pais a educação, respeitando os meus semelhantes e sendo feliz.

sábado, 28 de junho de 2025

       O segredo:

O segredo é uma arma poderosa, que pode desmontar uma montanha.

Quem tem um segredo tem uma bomba guardada por toda sua vida.

Se for revelado, ficará prisioneiro, acorrentado e amordaçado até contra seus próprios pais. 

Onde fica o caminho da depressão, por toda sua vida. Isto acontece com quem tem o espírito fraco.

Não valorizando a sua própria vida. Se este alguém acredita em Deus, recupere-se.

A pena de uma prisão é ser prisioneiro de um espírito maligno que exalta a Deus e adora o diabo.

Escrito, por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos. 28/06/2025.

 Por que se queixas, meu amigo, se és feliz, se tem no mundo as mulheres aos seus pés?

Que direi eu, que sempre fui um infeliz?  Não se lamente do amor que se foi da sua vida, que te desprezou e fugiu de ti, sequer um a Deus, por que chorar pôr o amor desta mulher?  Outros amores virão aos braços teus, que direi eu, eternamente amargurado, preso às lembranças do passado, de um amor desesperado.

escravo deste coração amargurado, que não aceita um novo amor, mas a minha estada será sempre florida, tendo lindo encanto em cada flor.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos. 

Araruama. 28/06/2025.

terça-feira, 17 de junho de 2025

 Os meus primeiros amigos de fé são Jesus e você, os outros só são amigos provisórios.

Só alguns poderão me dar as mãos em quaisquer situações, onde outros não acreditavam em mim.

Ouve um dia em que Jesus estava pregando em um templo, um de seus discípulos veio a ele avisar que seus pais queriam falar com ele.

Jesus o respondeu, não tenho pai terrestre, meu pai é celestial, vivi no céu.

Sou um espírito vivo, carregado por Maria, minha mãe terrestre, que me acompanhou até o meu último suspiro. 

Amigos, em primeiro lugar, acreditam em Deus e em seu filho. Deus pode construir ou destruir em um segundo.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama. 17/06/2025.

sábado, 14 de junho de 2025

Deus em primeiro lugar. Ao entardecer, lembrarei do senhor.

Rezarei uma prece em seu louvor.

Também sou seu filho, do senhor, o criador.

Pai, o meu irmão Jesus, seu filho, faleceu em uma cruz. 

 Pela vontade do Senhor, para salvar tudo que o senhor criou.

 Esta imensidão sem fim, como é o meu amor pelo senhor.

Esta imaginação divina, de sua feição. Não tem mãe, mas é pai de tudo que é real, e todas as imaginações.

 Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.14/06/2025.