sexta-feira, 24 de novembro de 2023

 Deus me concedeu: um pedacinho da terra para morar.

Onde tem uma pedreira, é a morada de xangó;

a cachoeira de mãe Oxum,

As matas onde canta os passarinhos, reclusivo o sabia. 

Aqui é o meu paraíso, em um jardim florido aonde voa; 

o beija-flor na ramada do maracujá; o bem ti-vi acusa, 

as coisas naturais. O dia se vai entardecendo, surge a lua; 

e as estrelas, clareando a imensidão; onde mora a paz e a solidão

onde não tem falsidade, e ingratidão. A minha rede está balançando,

entre dois pés de oliveira, daqui a dois anos terei azeite, e azeitona;

 Quero paz, não direi que tudo se dane.  

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos, & versos.

Araruama;24/11/2023.

domingo, 12 de novembro de 2023


Nos final deste més, viajarei;

passar pela mesma estrada, naqueles tempos presente.
Ver de novo, as árvores se estão no mesmo lugares;
os rios, os montes, e horizonte; 
se faltar uma só árvore, na beira desta estrada, foi porque ela
deixou de existir, por um acidente de um vendaval; 
ou por um homem malvado para dela fazer um cercado;
Meu filho, até este momento estava sendo o navegador;
assuma o comando, e não atrapasse a velocidade de cem;
Cuidado nas curvas a esquerda, em declive a direita, ver, prever, e aja;
Reduza da quinta para quarta, e pé na taboa, e vamos cortando estrada.
Tudo na vida acontece no presente momento; como nascer ou morrer.
Eu sismo e afirmo; ninguém nasce, ou morre no passado, ou no futuro;
 Esse meu filho aos cinco anos juntos passamos nesta mesma estrada; 
hoje está com cinquenta anos, ele só não lembra das árvores; mas é
um bom motorista, filho, Deus ti guia na estrada da vida.  
Escrito por José da silva caburé, poesias, contos, & versos.
Araruama, 10/11/2023.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

 Amigos e Amigas, quem vus fala é um malandro do bem;

Que se formou na faculdade da vida, e não faz mal a ninguém

viveu na lapa, no Rio de Janeiro, nos anos de 1950, na minha adolescência;

até os meus cinquenta anos, de existência; nesta época já tinha morrido o 

Madame-satã, e o Miguelzinho, camisa preta; só restando o clube amarelinho 

e o cordão bola preta; foi neste ambiente de boemias, que me diplomei, em

um malandro do bem; sou humano, o meu signo é sagitário, cabeça de homem; 

o corpo de um cavalo; tendo dentro de mim, três elementos a mais; a inteligência; 

o raciocínio, e o extinto; o extinto pertence aos animais; tenho estes sortilégios;

por reconhecer, em quem posso confiar; basta bater um curto papo; com o pretendente 

a ser meu amigo; Deus me fez um homem educado, prestativo, querendo resolver todos os 

problemas do mundo, os sofrimentos das pessoas que estão sofrendo, por algum motivo;

quem já viveu tanto tempo na lapa, aprendeu todas as malandragens da vida, sem requerer

benefícios. Escrito, por José da silva caburé, em poesias, contos & versos. 

 Araruama, 09/11/2023.

    

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Antigamente, 

 Muitas mulheres já foram xingadas de bruaca;

mas quem os xingava nem sabia o que era bruaca.

Olhe bem em uma das mulas, carregando duas caixas;

uma carrega as panelas, os pratos, a temple, os talheres.

Do outro lado da cangalha, na outra caixa carregavam-se os mantimentos;

cada uma destas caixas tem o nome de bruaca.

Isto são coisas de antigamente, na maioria dos trasportes eram feitas pelas tropas de mulas.

Mesmo depois da máquina a vapor, que passava de cidades em cidades; mas quem; 

transportava os mantimentos das fazendas para as locomotivas era as tropas de mulas.

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos, & versos.

Araruama, 01/11/2023.


terça-feira, 31 de outubro de 2023

 Meu encanto, meu recanto, meu paraíso;

Onde tenho água cristalina, que desse da colina;

Entre a mata, deságua na pedreira em cascata;

Este é o meu recanto, que tanto me encanto e o amo tanto.

Aqui me sinto ser um passarinho, em seu aconchegante ninho.

Mais lindo fica nas noites claras pela luz do luar;  

Aqui a beleza é tanta, que da vontade de chorar; 

A minha casa é o meu templo, o quintal é o altar, as árvores e as flores;

São os Santos, onde reso para Deus, que sempre está em todos os lugares.

Escrito por José da silva caburé. Poesias, contos, & versos. 

Araruama; 31/10/2023.


segunda-feira, 23 de outubro de 2023

A minha resposta, ao senhor poliglota.  

Os burros, não se misturam com as vacas;

preferem estarem juntos as éguas ou as mulas;

Os burros, respondem às chicotadas, com um coice;

Quem for muito sábio, nunca chicoteia um burro por detrás;

na certa, levaras um coice, como você esta levando agora, sábio poliglota.


quinta-feira, 14 de setembro de 2023

 Uma linda candidata a normalista; prestes a se formar; 

Só ponderava em ter ao seu lado, um Jóvi principie encantado;

Os dias eram todos lindos; as noites tendo o céu estrelados;

com o clarão da lua ela se, encantava; Hoje passado o tempo ela 

vê tudo ao contrário, os dias são tristes; as noites sem a lua e as estrelas;

ou as suas vistas escureceram, ou as noites não têm mais brilhos; 

tudo virou breu; ou quem vê e só eu.

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos & versos.

Araruama; 14/09/2023.

 


 

terça-feira, 12 de setembro de 2023

 O meu corpo é a sua morada, ela é a sua casa;

ela só tem um dono, não permite visitas de estranhos;

se deseja falar comigo, bata na porta usando adrávia

e fale na boca dela; não voltaras de mãos vazias; 

tudo de ruim que você carregava, ficara nos caminhos

por onde você passar; procure uma fonte de águas claras e lave a sua alma.

Esta é a minha casa, tem portas e janelas, ninguém tem poder de entrar por elas. 

Escrito por José da silva caburé; poesias, contos, & versos.

Araruama;12/09/2023.

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

 Sei que tu me ama; mais já sou preso a um amor. 

Seio quanto sente; nas noites frias, sozinha em seu leito.

 Seus pensamentos vagueiam; acariciando os seus seios; 

mordiscando o lençol, entre ais e trejeitos, grita o meu nome;

por-ti, dei-ti a minha vida; viver sem você, preferi morrer.

Escrito por José da silva Caburé, poesias, contos, & versos.

Araruama; 07/09/2023.

   

terça-feira, 29 de agosto de 2023

 Para mim, a totalidade é desagero.

Prefiro viver em meio-termo, em quase tudo da vida.

 Menos na saúde, e em todas as coisas, boas como uma suave briza;

a paz, campos floridos, águas cristalinas, em sua temperatura normal

como também é no corpo humano. Gosto de viver no campo verdejantes;

 ouvir o cantar dos pássaros, e as flores silvestre; dinheiro só para viver a 

normalidade sem desagero, São as minhas preferências, nunca contrario dás; 

coisas universais que são do criador. Gosto de construir, nunca destruir; se me ofertar;

um barraco, construo um castelo deixando de presente para quem quiser ser rei.    

Assim sou eu; simples e despido da arrogância; magistral como um beija-flor.   

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos, & versos.

Araruama; 29/08/2023.