domingo, 9 de julho de 2023

 A Vida!

O meu destino foi trassado,

como um rio de águas claras, e turbulentas, 

que desse em corredeira, desaguando em cachoeira, 

 do alto de uma pedreira, se acalmando em um remanso,

onde nadam cisnes brancos, desse serpenteando em busca do oceano,  

é assim a minha vida, de ondas, em ondas, até em uma praia, 

onde termina em espuma branca, que lenta mente, se apagam.

 escrito por José da silva caburé, poesias, contos & versos

Araruama, 09/07/2023.


sábado, 1 de julho de 2023

 A natureza é sabia,

Enquanto as árvores derem frutos, e a relvas dar sementes,

na terra continuaras a ter seres viventes!

se tal não acontecer, as vidas na terra, irão desaparecer, nas matas

os pássaros, e os animais, não terão o que comer, conforme as vidas humana,

todos morrerão de fome! todas as vidas depende dos frutos da terra!

o mesmo aconteceria se na terra só existissem só o macho, ou só as fêmeas!

se assim fosse, os seres humanos seriam extintos!

exemplo, uma galinha sem o galo, ela pode por ovos toda a sua vida, mas nunca 

terá um só pintinho.

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos, & versos.

Araruama; 01/07/2023.





Fui nascido no campo, no ano de 1936!
tempo do carro de bois, tropas de mulas, 
fogão a lenha, lamparina e candieiro, o 
combustível era feito do óleo da mamona,  
pés descalços, sem agasalho contra o frio, 
todo o campo era abitado, em cada fazenda, 
muitos ranchos, de pau a pique, barreados e 
cobertos de sapê, durante as noites, os cães 
latia, e os galos cantava, não percorria 
duzentos metros sem ter uma morada, 
em cada casa tinha um pedaço de terra onde 
se plantava, cana de assucar, pés de café, uma 
horta, no terreiro tinha galinhas, e porcos no 
chiqueiro, uma cabrita para dar leite para os meninos,
Era assim seu moço, onde os meninos aprendia 
com os seus pais, a serem educados, e pouco a pouco, 
se viciar, no trabalho, buscando as vacas no pasto para 
ser ordenhadas, andar uma légua a pé para ir à escola,
tratar das galinhas e dos porcos, levar água e o almoço 
na roça para o seu pai, pés descalços pisando nos espinhos,
era assim seu moço, que as crianças eram educadas, os seus
brinquedos eram feitos por eles, com cacos da cuia, e rodar 
piorra, os bois que puxava o carro eram feitos de sabugos do milho!
a higiene era zero, não existia papel higiênico, nem escova e pasta dental, 
a privada era atrás das moitas, das bananeiras ou pés de café, sabão era 
feito em casa, com resto de gordura, a soda caustica, era feita de cinzas 
do fogão a lenha, mesmo sendo assim sinto saudades, vivamos na tranquilidade!
eu sinto dó desta tal modernidade, tanto no campo como na cidade!
até a coisa mais bela que era a favela, hoje é a tal comunidade, onde as crianças aprende
todas as brincadeiras da modernidade!  
Escrito por José da silva caburé, poesias, contos, & versos. Araruama; 02/07/2023.



domingo, 25 de junho de 2023

 Nesta noite fria, esta chegando ao fim,

eu aqui sozinho, só me resta uma taça de vinho!

as estrelas já estão se apagando, o dia vem surgindo, 

vou para casa tentar dormir, esta noite foi igual as outras, 

transformei, os meus momentos de lagrima em só riso,

tristeza em alegria, sabedor que a vida, é como as noites e dias,

claridade e escuridão, ambas contam as histórias, de cada vida.

Conte a sua? eu contei a minha!

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos & versos.

Araruama; 25/06/2023.



quinta-feira, 22 de junho de 2023

Ho mulher amada, mulher querida, minha vida!

 O seu corpo é a minha estrada, meus caminhos,

minhas trilhas!

Às vezes me canso, corpo molhado de suor, dedos dormentes,

sinto sede, linguá seca, a caminhada foi longa, repouso minha 

cabeça em seu colo, durmo e sonho, relembrando os lugares,

 onde passei, lindos campos floridos, sentindo as fragrâncias das flores!

me sinto ser um passarinho, beijando flores, vaguejando entre os canteiros 

floridos, onde procurei e não encontrei, nem um defeito neste seu corpo 

perfeito! quero ser o seu jardineiro cuidar dos seus canteiros, regar as suas flores,

se faltar água regarei com as minhas lagrimas. mulher amada!

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos, & versos.

Araruama, 22/06/2/023.

  

sexta-feira, 16 de junho de 2023

 Um Menino Homem!

Aos sete anos, lambuzado de caldo de cana,

Os pés descalços, pisando nos espinhos, benzinhos,

que perfuravam os meus pés, era muito dolorido, 

La no pasto o mugir das vacas, quando me via, nem era 

preciso tocá-las, elas sabiam de seriam ordenhadas, que

aliviava do peso que carregavam, e a dor que sentiam, 

chegando no curral, as bezerradas começava as barredeiras,

logo que papai começava a ordenha eu já ia querendo, papai 

encha a minha cuia, estou com fome, vou lá em casa colocar farinha,

quando acabavam as ordenhas soltava as vacas e os bezerros, só ia apartá-los 

as quatorze horas, nesta ida trazia os bois de carro para carregar cana para o 

engenho para ser moída e fazer o caldo para ir para a tacha, fazer o melado,

para fazer a rapadura, ou assucara mascavo, em outra ocasião fabricava cachaça,

na moagem papai colocava as canas eu ia retirando os bagaços, aos oito anos comecei

os meus estudos, das sete horas as onze horas, voltava para o trabalho, assim era a minha vida, 

de um menino muito feliz, forjado sobre a chuva trovoes, e relâmpagos, e do sereno das madrugadas, 

nem por isto deixava de brincar, fásia carrinhos de caco de cuia, os bois de sabugo do milho, 

vazia arapucas, para pegar passarinhos e logo soltavam, fazia bolinha de barro queimava no fogo   

para ser usadas no estilingue, vazia gangorra no pé de piorra, eu tinha muito bicho nos pés, que por 

muitas vezes, usava espinho de laranjeira ou de Santo Antônio, para retirar os bichos, de pés. que são naturais dos porcos, eu nunca tive um agasalho, para me aquecer do frio, e nem sapatos para livrar dos espinhos, eu sei que ainda existem muitos lugares, ou países, que ainda tem muitos meninos assim como eu fui, sei que muitos deles, estão passando o que passei, mais da minha parte, eu sinto um grande orgulho, deste homem ainda menino, já com oitenta e seis anos de vida, bem vividos.

Escrito por José da silva caburé, poesias contos & versos. Araruama; 16/06/2023.

 

 

 

terça-feira, 6 de junho de 2023

 O Pátria amada, tu esta despedaçada,

Infestada de ratazanas, morcegos, jararaca peçonhenta;

bando de urubus, saciando os seus restos mortais, 

quando alguma ratazana cai na ratoeira, fica guinchando,

dando a intender, que deste pedaço de queijo não comeu, 

e não conhece quem o acusa, são sempre inocentes, e não 

corruptos, nunca teve conta na Suíça, tudo o que tem, foi

declarado a justiça, caixa dois ele nem sabe o que é isto, 

não possui sitio, nem apartamento duplexs, nem hília, nem Iate; 

isto é tudo mentira da oposição, eu nunca fui nem na porta da Petrobras,

eu sou pobre, faço as minhas refeições, no boteco da esquina, o meu caviar,

é um pão com linguiça! eu falei linguiça e não Suíça; nunca entrei em um 

hotel cinco estrela, nunca fui em cassino, nem em restaurante granfino, 

 champanhe é um espumante cidra, esta é a minha vida. o meu uísque é um traçado

com fogo paulista, dá queles que faz correr água nas vistas; só está faltando vocês 

querer me dar um banho no lava jato, eita povo chato; juro que não vou deixar barato. 

 me esperar daqui a quatro.

escrito por José da silva caburé, 06/06/2017.




domingo, 4 de junho de 2023

     Que saudades tenho dos velhos tempos, na Cidade do Rio de Janeiro.

   Eu vivi, e vi, surgir o Estádio Jornalista Mario Filho, o famoso maracanã,

inaugurado, em 16 de junho de 1950. Saudades da quinta da boa vista, 

Vista Chinesa, mesa do imperador, Cristo Redentor, Copa Cabana, Ipanema 

e Leblon, São Conrado, e antiga Barra da Tijuca. finais de semanas, Lapa, 

Amarelinho ou bola preta, este ainda é o reduto da boemia, tomando chope gelado

e galeto ao ponto, para mim foi um lugar que se vê o mundo, do bom ao melhor, 

o povo Carioca, eram diferentes, do resto dos paiz, em seu modo de expressar, falavam 

a francesado, as mulheres bem vestidas os homens bem trajados. terno de linho casimira ou panamá,      

lencinho no bolsinho do paleto um cravo branco ou vermelho na lapela, chapéu mangueira, sapatos duas cores, tinha ginga no andar, eram malandros do bem não faziam mal a ninguém.   saudades dos

trampo, linhos nas praias do flamengo e da urca, neste último de uma onda fui enganado, quase quebrei a espinha dorsal, sai nadando a moda cachorrinho, bebi muita água só vendo que era ruim água salgada, hoje com oitenta e seis anos juro que sinto saudades, eu morador na rua Maria Angelica, lagoa Rodrigo de Freitas. e por muitos anos Rua São João Batista, Bota Fogo. hoje região dos lagos. quem nunca sentiu saudades não viveram, só existiram, A vida é uma dádiva de Deus, por Isto sou adorador do universo, como preferidos, a lua, as estrelas, e o rei dos astros. Escrito por José da Silva, poesias contos & versos.  Araruama, 04/06/2023. 

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sábado, 3 de junho de 2023

deres, meiga e formosa, 

querida, ame e seja amada, na areia solta da vida, 

Não adianta com a sua beleza, querendo me fazer pecar!

deste mel já bebi, até me sufocar, aprendi que o mel de mais mata. 

 já me confundi, não era mel, e sim o fel; hoje com a minha idade,

isto de novo não pode acontecer, a velhice é sinônimo, de sabedoria.

Tu que es ainda quase uma criança levada que vive a sorrir, na tentadora

esperança de um dia ser amada e feliz, ser formosa entre as formosas, 

reine e brilhe se puderes, que a beleza nas mulheres é como o vício das rosas;

sendo bonitas e mais nada, cumprem-se as mulheres com fulgor, sobre a terra,

iluminada o seu destino de uma flor!

Seja bondosa entre as mulheres, seja a melhor se puderes, roseiras em flores.

Seras feliz? só as mais ditosas, brotam mágoas entre as rosas; como os espinhos 

nas roseiras... Tu que es quase uma criança, e acredita quando diz a enganadora 

esperança, de ser amada e feliz? Se resignada é a roseira que mais viça, é a mais próspera 

das rosas na primaverá! 

Escrito por José da silva caburé, poesias, contos & versos. Araruama,03/06/2023.