terça-feira, 30 de dezembro de 2025

 A luz que brilha em mim é a mesma que ilumina este vasto planeta Terra.

Alua  as estrelas. Grão de areia, levado pelo vento, sem saber onde  vou.

Às vezes, passando pertinho do céu, me dá vontade de falar com Deus.

Mas não posso, sou prisioneiro do vento, ou mesmo de uma simples brisa.

Ninguém sabe o que sinto, ser pequenino. Só Deus sabe que existo.

Porque foi ele quem me fez assim. Tenho que conformar-me com a sua vontade.

Reconheço, se ele me fez. Mesmo pequenino, porque sem eu a terra não seria completa.

Faltava-me um simples grão de areia perdido onde ninguém consegue encontrá-lo

Escrito por José da Silva Caburé

, poesias, contos e versos.

Araruama.

sábado, 27 de dezembro de 2025

 A cada ano que passa, mais um castigo para pagar meus pecados.

Cometidos durante minha vida.

Neste ano não foi diferente, recebi meu presente.

Desejo a mim um feliz ano novo, esperando ansiosamente este novo presente. 

Esperançoso que não seja a suprema morte. Prefiro viver despenado ,vivenciando.

Toda beleza do mundo.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos

 e versos.

Araruama.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

 As melhores coisas da vida:

É ter saúde e um trabalho para o sustento da família.

A simplicidade é uma estrada florida ladeada por jasmim.

Com suas flores azuis e brancas exalam um suave perfume.

O melhor que a natureza criou, só quem tem bom gosto dá o merecido valor.

Esta bela flor do campo com a qual minhas narinas acostumaram com sua fragrância.


 Que exalam de suas flores azuis e brancas. Um casal perfeito como azul celeste.

E as nuvens brancas, levadas lentamente pelo vento, enfeitam o céu percorrendo o caminho de São Tiago.

Ladeado por jasmim.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

 Às vezes, ultrapasso os espaços que só existem em minha mente.

Mesmo sabendo que nem tudo que reluz é ouro.

Mas a mim, não importa, se sei que um diamante também reluz, e tem mais valor que o ouro.

Quando te olho, vejo em ti uma joia de grande valor.  Cor morena, corpo pequeno, pernas longas como de uma saracura. Deus criou uma bela escultura. Vejo-me em ti, saboreando um sorvete de casquinha, sabor da fruta sapoti. Só um amante experiente sabe dar valor a uma verdadeira mulher. 

Meu Deus, são três horas da madrugada do dia onze de dezembro. Eu, dia quinze do mesmo mês, irei completar  oitenta e nove anos e ainda penso nestas coisas. O amor é a vida. Deixa-me sonhar.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.



terça-feira, 9 de dezembro de 2025

 Me considero um observador e pensador.

Desde meus cinco anos, acompanhava meu pai.

Por onde ele ia, eu estava atrás.

Prestando atenção em tudo que ele fazia. Eu sempre grudei nele.

 Ficava observando-o fazendo tumbas para plantar batatas-doces.

E covas para plantar cana para fazer açúcar, milho e feijão.

Passava o tempo, eu ficava  tomando conta, observando quando brotavam até quando floriam.

E papai fazia a colheita. Sempre observando tudo,  quando ele e mamãe faziam os queijos.

Quando papai matava um porco, eu sempre prestava atenção em tudo. Como eram feitas as linguiças, os chouriços, as morcelas. No final, eu já era um rapaz e fui servir a minha pátria.

Foi a melhor fase da minha vida, onde aprendi muitas coisas que não sabia. Embora muitas delas já tivessem sido aprendidas junto ao meu pai. Mas neste fui forjado com os minerais ferroso e manganês, com os quais me transformei em aço. Como todo bom soldado, fazem sobrevivência na selva. Sabendo do que pode se alimentar, como conseguir água de um cipó, como conseguir abaixar a febre malária  usando a casca do quinino ou as raízes da poalha. Pegar peixes usando o cipó timbó, deixando os peixes anestesiados momentaneamente. Fazer sua dormida na catána de uma grande árvore. Catanas são grandes raízes que crescem dando sustentação a uma grande árvore. Quem abriga-se sob elas está livre dos animais felinos. Querendo mais proteção durante as noites, acenda uma fogueira à frente e pode dormir tranquilo. Após tudo isto, fui ser um vira-mundo, querendo aprender um pouco mais com os professores da vida. Mesmo daqui a a seis dias, irei completar oitenta e três anos de vida bem vivida. Mas tenho a consciência de que não sei quase nada. Se eu falecer hoje, todo o meu saber não passa de uma gota de todos os oceanos. Obs. Quem vos escreve só cursou o terceiro ano primário. Mas me conformo  com o que sei, nem todos na vida podem ser doutores. Mesmo quem for precisa de um bom tempo aprendendo na prática, porque o que ele aprendeu é só teoria, é na prática que surgem os melhores doutores, mesmo assim, um engenheiro precisa de um mestre de obras, como um comandante de um navio precisa de um prático para atracar  o seu navio e desatracar para que ele possa seguir viagem.      Não posso escrever mais porque o Instagram não permite postagens muito longas. 

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

 Amor, esqueceste de mim?

Porque me fez chorar, me deixaste sozinho.

Já estava acostumado com os seus carinhos.

Estradas, poeira, roda moinho, brinquedo dos sassis.

Cigarras cantando, anunciando o verão, como as revoadas das andorinhas.

Vá, saudades, nas asas de um beija-flor. Leva notícias minhas para o meu amor.

Carimbamba no caminho, anunciando: amanhã eu vou.

No clarão do luar, as estrelas cintilham. Choro a saudade de ti. Amor, não vá embora.

A natureza chora, um olho d'água rola.

Escrito

 por José da Silva Caburé. Poesias, contos e versos.

 A melhor coisa  que aconteceu na minha existência foi ter a vida.

E os cinco sentidos.

Sou filho dos quatro elementos. A vida me forjou com o minério de ferro e manganês em uma temperatura brutal, a qual me transformou em aço.

Em uma bigorna, fui marchetado  por um  excelente marcheteiro. Que incastou-me em ouro e prata. 

Mas tenho motivo para compreender que nada é eterno, eu com toda esta estrutura que não se enferruja,

Mas pode derreter voltando ao seu estágio natural.

Assim está acontecendo comigo, estou sangrando pingo a pingo, já me sinto arquejando, apesar de ter sido forjado no mesmo fogo que está derretendo a minha rígida estrutura.

Até parece que fui construído sobre areia solta do deserto. Sou sabedor que nada é eterno, só Deus.

Eu só serei cinzas que o vento levou.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos  e versos.

Araruama.


terça-feira, 28 de outubro de 2025

Se o ser humano tivesse humildade e consciência de que ele é o mais imundo que existe sobre a terra.

Ele seria um ser bem melhor. Em certos momentos, ele sentiria nojo de si mesmo. Sobre o que carrega dentro de suas entranhas. Se não tivesse um aparelho digestivo para conter o mau odor que exala de dentro de suas entranhas. Ninguém suportaria estar dentro de um teatro ou de um cinema, ou em qualquer reunião de portas fechadas. Mesmo ele sendo esse ser imundo e mal-cheiroso. Uma boa parte é arrogante e preconceituosa. Esse ser desprezível que faz tanto mal ao seu próprio habitat, toda sujeira que sai dele poluindo a água, a qual é a fonte da vida porque fomos gerados dentro dela. Eu às vezes me defino sobre Deus por dar ao homem o poder sobre todos os seres viventes sobre a terra. Mas compreendi que ele estava certo, mais cedo ou tarde o próprio homem vai ser o causador da destruição da humanidade. A terra ficará ferida, mas não de morte, porque o que Deus fez, o homem nunca conseguirá destruir.

Escrito por José da Silva Caburé. Poesias, contos e versos.

Araruama, 28/

10/2025.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Quem foi o cabra da peste que furou os olhos do merro cantador?

Canta, pássaro preto, quero ouvir o seu canto. Sei que não pode enxergar.

Furaram seus olhos, só para cantar melhor. O seu canto é de tristeza.

Quem ouvir chora de dó.

Negro, seu patrão mandou plantar. Planta, planta. Finca, finca, que eu arranco.

Seu cabra da peste. Comedor de arribaçã. Até a Aza Branca foi embora.

Escrito por José da Silva Caburé

, poesias, contos e versos.

Araruama.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Após um beijo seu, me elevou ao céu.

Vi a lua e as estrelas, deitei-me em uma nuvem branca e adormeci.

Quando acordei, olhei de um lado e do outro, para ver se você estava ou foi só um sonho.

Só que não notei que estava deitado em seu colo. Afagando meus cabelos. Isto só pode ser a força do amor. Em fazer nossa alma viajar no tempo, enquanto nosso corpo fica inerte até que ela volte. Isto acontece com os poetas e poetisas, que amam a natureza, acreditando que Deus está em todos os lugares.

Nos rios, nas matas, nos campos e nos mares. Deus é a própria natureza viva, que gera as vidas.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araru

ama.