quinta-feira, 24 de abril de 2025

 A querida florzinha desejada pelo seu néctar.

Quantas recordações você me traz das longas madrugadas.

Tendo você ao meu lado, o meu coração amargurado. 

Por não poder, tela entre os meus braços.

A ramada que te prendia, os meus braços não o alcançavam.

Teve um dia que a tristeza me invadiu, por ver um gavião,

em seu bico te levou. Só restou o perfume da flor que o beija-flor amou.   

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.


terça-feira, 22 de abril de 2025

 O universo sempre existiu, o tempo é só uma imaginação do infinito.

 A terra possui grande tecnologia com artefatos imagináveis, mas continua na era primária.

 Onde se aprende o bê a bá. Na civilização passada, que construíram as piramides, e outros.

Grandiosos monumentos, eles existiram, mas não eram seres de outra galaxia, eram terráqueos.

Que deixaram de existir. Como foram outras nações, antes deles, muitos tiveram tempo de serem sepultados, a maioria carbonizada, pela sua própria tecnologia. Que talvez os terráqueos não consigam.  

Obtê-las. Não existem outros seres a não ser os terráqueos. A terra é a única morada de todas as eras, presente e futura. Tudo que existe no firmamento faz parte do equilíbrio da terra, fazendo as estações. Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.

Araruama.

sábado, 19 de abril de 2025

 Quem dera, fossemos como o sol e a lua, viveríamos na eternidade.

Porém, através desta luz, revela-se a minha imaginação de toda a minha existência.

Eu, sendo um simples grão de areia dominado pelo vento. Assim, penso sem contestação.

Quem fez o universo, fez em pensamentos, ordenando com palavras, faça-se a luz.

Ouve uma grade explosão, formando os planetas, o sol, a lua e as estrelas, a terra, a água, o fogo, o vento.

Que ajam as vidas, que reine a humanidade.

 Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos e versos.


segunda-feira, 14 de abril de 2025

 Ó, lua cheia de graça, tu és a Rainha namorada do rei dos astros.

Se eu pudesse, faria uma escada, como Noel tentou fazer uma torre para ir ao céu.

Se eu conseguisse, pediria ao senhor a mão da lua. Jogaria o Jorge do seu cavalo. 

Te colocava na garupa, íamos passear entre as estrelas.

Beijava suas mãos, colocava de novo na cela, mandava você entregar o Jorge. 

Só assim poderia continuar te observando todas as noites de lua cheia e as estrelas a brilharem.

Escrito por José da Silva Caburé.

Araruama.


sábado, 5 de abril de 2025

 Coisas que são muito transparentes quando são perdidas.

São difíceis de serem encontradas, por ser muito transparente.

 A transparência é como ar, Deus, são coisas que a visão não vê.

Mas elas existem em pensamentos.

Escrito por um pensador, sem eira nem beira, quanto mais tribeira.

Sou como o pedreiro Valdemar, que faz muitas casas e não tem casa para morar.

Araruama.


quarta-feira, 19 de março de 2025

 Recanto do amor; escrito pelo pensador.

Quem tem uma nascente, vive contente.

Quem se alegra mais, é quem tem uma cascata.

Que desce de uma pedreira entre a mata.

Os pássaros se alegram entre as folhas.

O ar tem o perfume das flores.

Aqui se acoberta do frio, entre dois corpos que geram calor.

Sítio, recanto do amor.

segunda-feira, 17 de março de 2025

 Do ferro. Ao asso. Assim fui forjado, com minério de ferro e manganês. Eu e você somos Ímãs, gruda e cola.

 Vivendo vendo a vida passar.

Chutando as pedras dos caminhos por onde passo.

Sentindo o sangue a jorrar, a vida é uma rede de arame farpado.

Deixou o meu corpo marcado, esta foi a maneira de como fui criado.

Fez de mim um homem amoroso e educado, que ama e quer ser amado!

Poxa, foi a melhor escolha que já fiz até hoje, em você só vejo beleza de alto a baixo.

É uma bela estátua esculpida por Deus.

 Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos & versos. 

Araruama.

sábado, 15 de fevereiro de 2025

 Um poeta que perdeu a inspiração e revoltou-se com a vida.

Ele chegou a uma conclusão, que ninguém é dono de nada.

Nem da sua própria casa, ele compra e paga à vista e todos os anos paga I P T U. por toda a vida.

Se for só um terreno, paga o imposto territorial por toda a vida.

Até quando falecemos, tudo que você sacrificou por toda a vida, o governo leva à metade.

Se neste terreno você perfurar um poço artesiano, a rede de água coloca um edômetro.

Eu, quando falecer e houver a reencarnação, o meu desejo é ser encarnado em um cavalo, ou um jumento.

Quando eu estiver pastando e alguém me chicotear, levar mordidas e muitos coices, e vou relinchar.

Escrito por José da Silva Caburé


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quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

 Você me pede que eu deixe de sonhar:

Isto não pode ser, os sonhos são o meu modo de viver.

Às vezes, sou um lobo comandando uma matilha, ou uma águia harpia,

sobre as cordilheiras geladas, formando, ecos de meus pios. 

Às vezes sou um comodoro, comandando um navio.

São de sonhos, em sonhos, que eu vivo.

Escrito por José da Silva Caburé, poesias, contos & versos.

Araruama.